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Onze do FC Porto: Iker Casillas, Iván Marcano (C), Felipe, Alex Telles, Miguel Layún, Danilo Pereira, Óliver Torres, André André, André Silva, Soares e Yacine Brahimi;
Onze do CD Nacional: Adriano Facchini, Nuno Campos, César, Tobias Figueiredo, Nuno Sequeira (C), Washington, Filipe Gonçalves, Zizo, Zequinha, Fernando Aristeguieta e Willyan;

Os primeiros dez minutos do jogo não foram especialmente brilhantes e, apesar de algumas boas iniciativas, especialmente por parte do FC Porto, faltou sempre alguma afinação e intensidade. O corredor esquerdo dos dragões esteve especialmente ativo, com combinações entre Brahimi, Óliver e Alex Telles. Nos dez minutos seguintes, Layún começou a surgir mais no jogo e, com isso, o FCP ganhou imprevisibilidade e foi causando mais perigo. No geral, vimos também a equipa subir a sua intensidade. No entanto, o Nacional mantinha-se bem compacto e agressivo na ocupação dos espaços e na procura do contra-ataque.

Eram as brilhantes interceções dos homens de Jokanovic que impediam o perigo de se materializar. No capítulo ofensivo do jogo do Nacional destacava-se Zequinha, que era o maior desequilibrador dos visitantes. Aos 26 minutos, Brahimi fez um potente remate de fora de área, mas saiu uns centímetros ao lado e, por isso, o estádio engoliu o grito que preparava. Pouco depois, o grito saiu, por culpa de Óliver Torres. A jogada começou em Brahimi, mas foi Alex Telles que fez o primoroso passe que ludibriou o belo posicionamento do Nacional e encontrou o pé de Óliver. Aos 31 minutos, o espanhol encostou no coração da área para golo. Ainda o estádio recuperava do êxtase e Brahimi fez novamente das suas, abrindo completamente a defesa adversária antes de servir André Silva. Infelizmente, a finalização do português não foi a melhor. Estava em frenesim o ataque dos dragões. Aos 41, André André podia ter feito o golo mas Sequeira bloqueou o remate e facilitou a defesa de Facchini. Não marcou André, marcou Brahimi. Em cima do intervalo, o argelino aproveitou, de forma exuberante, um ressalto de um cruzamento de Óliver para Soares.

O início da segunda parte mostrou um Nacional mais subido no campo e com uma mentalidade mais ofensiva. Esta mentalidade dificultou inicialmente a manobra ofensiva do FC Porto, mas a equipa de Nuno Espírito Santo começou a ver os espaços e a explorá-los. Na equipa do FCP ninguém o faz como Óliver e este assim o fez aos 51 minutos. Brilhantemente, desmarcou André André que, num gesto altruísta, deu o golo a André Silva. O festival ainda não estava completo, pois faltava o suspeito do costume: Soares. Brahimi aproveitou no segundo golo um ressalto dele e, aos 54, foi Soares a aproveitar um ressalto para marcar também. Facchini não conseguiu encaixar um míssil de André André e a bola sobrou para Tiquinho “Raposa” Soares, que não falhou na recarga. Este FC Porto é, nos dias de hoje, o antónimo do que foi no passado, ou seja, é muito eficaz. O Nacional foi muito castigado por esta eficácia mortífera.

Jokanovic estava desesperado por mudanças e transmitiu isso com uma dupla substituição. Entraram Agra e Mezga e saíram Zequinha e Willyan. Zequinha recebeu explicação para a sua substituição, mas eu não, e por isso permaneci estupefacto e aliviado. Aos 62, Tobias Figueiredo comprovaria porque não ficou no Sporting ao ser estupidamente expulso. O jogador português podia mesmo ter sido expulso ainda na primeira parte quando roçou a sua cabeça na do árbitro e protestou com ele. Aos 63, Layún marcaria o golo da noite ao converter primorosamente um livre à entrada da área. Bem precisava disto o mexicano, a mim parecia-me que lhe andava a faltar auto-confiança. Aos 66 minutos, NES fez a sua primeira substituição, trocando Danilo por Jota. Um minuto depois foi o festival do quase-golo. Primeiro foi André Silva que, por pouco, não chegou a um excelente cruzamento de Layún e, depois, foi Brahimi que rematou a rasar o poste. Aos 69 foi Facchini a impedir o sexto golo com uma brilhante defesa a um cabeceamento de Felipe. Um minuto depois, não conseguiu e Soares bisou. Jota fez um bom cruzamento, Soares recebeu com o peito e rematou de pé esquerdo sem deixar a bola cair para o fundo das redes. Momentos depois, NES retirava um endiabrado Brahimi e colocava em campo Otávio. Finalmente aos 74 minutos, NES fez a última substituição ao colocar João Carlos Teixeira no lugar de André André.

O FCP prosseguiu com o seu domínio do jogo, com Layún a esboçar uma renovada confiança que se materializou em muito mais jogo pelo flanco direito. Ao minuto 84, foi o poste esquerdo a negar a André Silva o bis. O Nacional sangrava e os jogadores do FCP, a este ponto, atuavam sem grandes diferenças, senão as óbvias, como um grupo de tubarões em frenesim. Circundavam a presa freneticamente à procura de mais uma mordida. Esta mordida chegaria ao minuto 88 e André Silva conseguiu, então, o bis que queria. Facchini ainda defendeu o remate de Jota, mas Silva mergulhou freneticamente em busca do ressalto e colocou a bola no fundo das redes. A eficácia defensiva que o Nacional exibira no início do jogo era uma miragem. O jogo acabou logo a seguir com Casillas, o líbero, a exibir novamente os seus dotes numa bela interceção que retirou a oportunidade de Agra marcar o golo de honra.

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