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Se Tecatito foi o mais influente a nível ofensivo, Alex Telles foi talvez o mais importante nas duas metades do terreno. Realizou mais uma época sensacional com a camisola dos dragões e é um dos mais acarinhados pelos adeptos pela sua entrega e dedicação ao clube. Pode não ser considerado o melhor jogador desta temporada pela quebra de rendimento na pós-retoma, no entanto, no decorrer do campeonato foi possivelmente o mais consistente de todo o plantel.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Os números falam por si e o dado que salta à vista é o facto de ter sido o segundo melhor marcador portista na prova, com 11 golos, apenas um tento atrás de Marega. A nível de assistências continuou regular em comparação aos anos anteriores, com 12 apontadas em todas as competições e oito delas na liga portuguesa. Nos últimos anos, poucos demonstraram mais empenho do que o lateral brasileiro e estes quatro anos de alto nível elevaram-no como um dos maiores pesos no balneário azul e branco.

A sua continuidade era praticamente impossível até à reta final da época e agora fala-se numa possível renovação. Em caso de permanência, é um autêntico “reforço” para o plantel portista. Se a passagem no FC Porto chegar ao fim, um agradecimento gigante ao que deu a este clube enquanto o representou. E um eterno obrigado à bomba contra o Portimonense… Talvez o golo mais festejado esta época!

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Outro elemento que esteve em grande plano e tal como Corona realizou a melhor época da sua carreira foi Otávio. O brasileiro é o maior reconhecimento do trabalho de Sérgio Conceição, tendo em conta o processo evolutivo ao longo destes anos. Na época de Nuno Espírito Santo e na primeira de Sérgio nunca foi um titular absoluto. No ano seguinte, realizou praticamente todas as partidas, e notava-se já um jogador feito.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Esta temporada sucedeu-se a reunião de qualidades raramente vistas anteriormente em Otávio e o técnico portista soube rentabilizar o jogador ao expoente máximo, sem a pressão de lhe encarregar funções que não o colocavam tanto à vontade. O médio teve mais liberdade e aparecia como um “vagabundo” dentro do terreno, sempre a procurar jogar com rigor e ser mais criterioso na hora da definição, tal como indicam as suas 15 assistências durante a temporada.

Além destes fatores, alia ainda uma garra destemida nos momentos defensivos e uma vontade inigualável na hora da recuperação de bola. Otávio e Sérgio conseguiram fazer esquecer muitas críticas desagradáveis para com o brasileiro, por parte da massa adepta portista, e as boas exibições vieram ao de cima. Em caso de continuidade de Sérgio Conceição, será um jogador que dificilmente cairá o seu rendimento, pois entende perfeitamente o que o mister pretende e encaixa que nem uma luva neste modelo.

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