Nesta pré-época mais pequena de sempre depois da época mais longa de sempre, o FC Porto tomou a opção de não fazer qualquer jogo amigável aberto ao público. É também a primeira vez, pelo menos desde que nasci, que não existe um jogo de apresentação, que também só faz sentido com público nas bancadas do Dragão.

O FC Porto nunca iria ser o clube em Portugal mais falado ao longo deste mês de preparação devido ao fenómeno Jorge Jesus e tudo o que veio de arrasto com a contratação do técnico português por parte do SL Benfica. A equipa da Luz reforçou-se em peso e o grande interesse dos adeptos e dos media em Portugal iria sempre cair nos encarnados. Devido a isso, é perfeitamente compreensível que o clube do Dragão tenha optado apenas por jogos de treino à porta fechada.

Os jogos de pré-época podem sempre ser incrivelmente enganadores e podem muitas vezes criar falsas expetativas nas mentes dos adeptos, sejam elas positivas ou negativas. De um ponto de vista puramente estratégico, se por qualquer uma das mil e uma razões possíveis os jogos não corressem de feição à equipa de Sérgio Conceição e, por outro lado, corressem de facto bem ao SL Benfica, todo este alarido que se tem vindo a sentir na comunicação social iria apenas ser exacerbado.

E, para além disso, os jogos em si são, para muitos treinadores, a parte menos importante da pré-época. Os jogadores estão quase sempre muito desgastados física e mentalmente e acabam por não ter o rendimento que iriam normalmente ter. Os treinadores começam logo a ser criticados pelos adeptos e pela comunicação social e perde-se logo aquela união que Sérgio Conceição tanto fala como sendo crucial.

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Da pouca informação que tem saída para fora, não tem sido fácil tirar grandes conclusões. Segundo os grafismos apresentados (normalmente) no O JOGO, a equipa tem jogado tanto em 4x4x2 como em 4x3x3, prevendo, como se já estava a antecipar, que serão novamente estes os sistemas utilizados por Conceição. Sabendo claro que o sistema com dois avançados é o preferido do treinador, que tem vindo a adotar os três médios nos jogos mais difíceis para garantir o controlo do miolo do campo.

Em termos de jogadores, está tudo ainda muito incerto. O plantel está ainda demasiado grande, com muitas saídas ainda por acontecer. Vão sair centrais (Queirós e Osorio os mais prováveis) e são ainda necessárias algumas saídas na frente do ataque, depois das contratações de Taremi, Evanilson e a possível transferência de Toni Martínez. Ainda assim, mesmo estes jogadores que se prevê a saída têm tido minutos para se mostrarem a Sérgio.

Nesta pré-época tão pequena e tão próxima da passada época, seria sempre natural que as coisas não fossem como o normal, e no FC Porto isso não é exceção. Para voltarmos a ver os mandados de Conceição, teremos que esperar ansiosamente pelo início do campeonato.

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