FC Porto e Sporting CP mediram forças e saíram do jogo grande o primeiro Clássico da temporada –, da 5.ª jornada da Primeira Liga, a quatro pontos do primeiro classificado.

Um encontro marcado pelas paragens constantes, pelos 12 amarelos mostrados durante a partida e pelas poucas oportunidades de perigo para cada um dos lados.

Uma vez mais, o marcador ditou um empate, tendo sido este o terceiro seguido entre ambos os emblemas, em jogos a contar para o campeonato.

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Comecemos pelo início:

O FC Porto foi a jogo com Luis Díaz, Uribe e Corona no onze inicial – os colombianos juntaram-se ao plantel apenas na sexta-feira à noite, depois do jogo pela seleção, enquanto que Corona, apesar de ter regressado mais cedo do que Uribe e Díaz, também jogou pelo México na passada quinta-feira.

Receava-se que a condição física destes três atletas pudesse não estar ao melhor nível, mas o número sete mostrou que tinha muito para dar.

Os dragões pisaram o relvado com um sistema diferente daquele que Sérgio Conceição utiliza regularmente – desta feita, o 4-2-3-1 foi o esquema tático eleito pelo técnico portista.

Taremi era homem só na frente de ataque e Otávio ocupava o papel de médio ofensivo, com Uribe e Bruno Costa como médios mais recuados.

Contudo, ainda na primeira metade do encontro, desfez-se este meio campo com a saída de Bruno Costa e a entrada de Sérgio Oliveira.

FC Porto Clássico
Luis Díaz está a fazer um excelente arranque de temporada, com três golos e uma assistência em cinco jogos. Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Marcano também entrou mal no jogo, permitindo que Porro fizesse o cruzamento para Nuno Santos no golo do Sporting CP. Inclusivamente, continuou a cometer erros defensivos, o que levou também à sua substituição por Wilson Manafá.

Sem dúvida que estes dois elementos, Bruno Costa e Marcano, estiveram uns furos abaixo do esperado.

Também a permeabilidade e a desatenção no setor defensivo, principalmente com Mbemba a cometer alguns erros que podiam ter custado caro ao FC Porto, marcaram a primeira parte do jogo.

Diogo Costa foi quem salvou a baliza portista e, diga-se de passagem, mostrou-se em alto nível, com saídas sólidas e um bom posicionamento entre os postes.

Sem dúvida que, a par de Luis Díaz, que tirou um coelho da cartola num lance de génio, foram os melhores jogadores em campo.

Faltou mais intensidade à equipa portista, que se mostrou pouco conectada dentro de campo e com pouca capacidade de transpor a linha defensiva do Sporting CP.

A nível de mexidas na equipa, Sérgio Conceição pecou por apenas lançar Pepê e Grujic aos 90+2, uma vez que o sérvio podia ter dado mais equilíbrio defensivo aos dragões.

Por fim, destaque negativo para os minutos finais de Toni Martínez, que levaram à sua expulsão, reflexo de uma clara dificuldade em controlar o seu temperamento.

Artigo revisto por Andreia Custódio

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