Depois de um longo ano, o FC Porto fechou a temporada com a conquista do Campeonato e da Taça de Portugal, conseguindo assim a dobradinha que fugia do clube há alguns anos.
Para além da pandemia que se instaurou em Portugal e no mundo, esta temporada foi atípica por todas as oscilações que o clube viveu, desde a eliminação precoce na pré-eliminatória da Liga dos Campeões à desvantagem pontual com o principal rival, o SL Benfica.

No entanto, as coisas acabaram por correr de feição e os portistas voltaram a festejar. Um feito que deixou não só os adeptos, como os jogadores, treinador e presidente em êxtase.

Jorge Nuno Pinto da Costa disse, aliás, que a dobradinha foi “a conquista mais feliz” na longa carreira do presidente portista reeleito este ano, que é também o presidente mais titulado do mundo. Esta dobradinha, apesar de ser a oitava na presidência de Pinto da Costa, tornou-se especial por ter sido numa fase tão complicada, com tantas dificuldades. O FC Porto foi, aliás, uma das poucas equipas que não deu férias aos jogadores no tempo de quarentena, fazendo com que os atletas mantivessem o ritmo para conseguirem recomeçar a qualquer altura.

Uma temporada imprópria para cardíacos que terminou com chave de ouro, numa altura em que os festejos têm de ser contidos e os adeptos não podem assistir aos jogos. Uma coisa que, aliás, tem desagradado o presidente do clube que continua a não entender como é que algumas coisas têm o aval da DGS e do Estado, e os adeptos continuam a ser proibidos.

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Quanto à postura do clube no mercado de transferências, o presidente portista mostrou-se bastante tranquilo. “Tentaremos segurar os jogadores que o treinador quiser que fiquem e colmatar qualquer saída com outros que o treinador pense que servem. Não temos de prometer grandes figuras, grandes nomes, grandes loucuras, porque não precisamos. Não o fiz em tempos de eleições…”. Ainda assim, o presidente portista não prometeu nomes sonantes nem confirmou os jogadores que já foram apontados até então.

Este discurso acaba por confirmar a boa ligação existente entre o treinador e o presidente que estão a trabalhar juntos em prol do clube, conseguindo, aliás, manter a equipa e os adeptos unidos, com a mística habitual.

Aquilo que realmente preocupa o clube, que tem de fazer cerca de 100 milhões em vendas de jogadores, é mesmo a receita dos jogos. Se na próxima temporada se mantiver a interdição aos relvados, o clube pode ter uma quebra na faturação de 27 milhões de euros. E é neste ponto que o presidente portista ataca a DGS e o estado, que proíbe os adeptos, mas em outras situações – como as touradas e espetáculos de humor – permite a aglomeração de pessoas.

A temporada acabou em grande, e face a isso os jogadores portistas vão usufruir de 22 dias de férias, mais do que o expectável inicialmente. Isto acaba por ser uma compensação pelo esforço feito e pelas conquistas alcançadas. Agora é tempo de preparar a época que se avizinha, com a renovação do treinador em cima da mesa. A confirmar-se, Sérgio Conceição é o segundo treinador portista a estar no clube durante quatro anos, depois de Jesualdo Ferreira.

Artigo revisto por Joana Mendes

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