Prossegue, esta semana, a caminhada até ao Estádio Wanda Metropolitano em Madrid. O mesmo será dizer que se jogará a 2ª jornada da fase de grupos da principal competição de clubes a nível mundial, a UEFA Champions League. O FC Porto está presente na fase de grupos pela 23ª vez, sendo um dos clubes, juntamente com os gigantes espanhóis FC Barcelona e Real Madrid CF, com maior numero de presenças deste que a UEFA adotou um novo formato em 1992. Os dragões estão inseridos no grupo D. Um grupo equilibrado e com gritantes semelhanças com o que teve que disputar há um ano atrás. Volta a encontrar o campeão turco, desta feita o Galatasaray, o vice-campeão germânico, depois do Leipzig mede agora forças com o Schalke 04 e, substituindo o campeão francês (na altura o Mónaco), aparece o campeão russo, o Lokomotiv de Manuel Fernandes e Éder.

A edição deste ano, tal como no ano transato, é especialmente importante para a formação portuguesa dadas as dificuldades financeiras do clube e a necessidade de gerar receitas. A este facto acresce que os prémios da prova se multiplicaram e só no jogo de amanhã estarão em jogo 2,7M€ (em caso de vitória).

Na segunda jornada do grupo, o FC Porto defronta, na fortaleza do Dragão, o campeão turco: Galatasaray. Quer isto dizer que Maicon e Fernando voltam a uma casa que chegou a ser sua e onde deixaram muitas saudades (principalmente no caso do médio).

É conhecida a preponderância que os jogos em casa têm nesta competição e, como tal, só a vitória interessa. Depois de um empate agridoce (a doçura de um empate fora não apaga a amargura de ter ficado a clara sensação de que o FC Porto era e é superior ao Schalke e que poderia e deveria ter saído da Alemanha com os três pontos na bagagem) é fundamental uma vitória no jogo desta quarta-feira para que os comandados de Sérgio Conceição possam assumir, desde já, a dianteira de um grupo (ultrapassando precisamente o Galatasaray que venceu o Lokomotiv na jornada inaugural) no qual, apesar do equilíbrio, são claros favoritos.

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Num exercício de adivinhação e futurologia, e com base nas anteriores opções do treinador Fatih Terim (uma velha raposa do futebol turco), o Galatasaray deverá alinhar num esquema tático de 4x2x3x1. O onze inicial não andará muito distante disto: Fernando Muslera tem sido o dono da baliza; na defesa Mariano deverá alinhar pela direita, Aziz e Maicon, no eixo central e Nagatomo como lateral esquerdo; Fernando e Ryan Donk (suprimindo a ausência do castigado Ndiaye serão o duplo pivot; Depois deverão surgir Akbaba, Feghouli e Garry Rodrigues no apoio ao ponta de lança suíço Eren Derdiyok.

Nem Soares, nem Aboubakar poderão acompanhar Marega na frente de ataque frente ao Galatasaray
Fonte: Portal dos Dragões

Resta perceber se o treinador turco utilizará a fórmula do campeonato ou se irá optar por subtrair um dos criativos e substituí-lo por um médio de características mais defensivas para juntar ao duplo pivot. Em todo o caso, estará amanhã no Estádio do Dragão um Galatasaray repleto de jogadores de qualidade.

No FC Porto são poucas as dúvidas. Casillas, Maxi, Felipe, Militão, Alex Telles, Herrera, Otávio, Brahimi e Marega têm lugar cativo no onze. As duas dúvidas residem no acompanhante de Herrera no meio campo e no par de Marega na frente de ataque. Estando na plenitude das suas capacidades físicas Danilo torna-se candidato principal óbvio para o centro do terreno. No caso de Sérgio Conceição pretender poupar mais uma vez o internacional português, avançará, com toda a certeza, Sérgio Oliveira. Óliver parece, neste momento, carta quase fora do baralho para o treinador, por mais dececionante que possa ser para o adepto ver-se privado, semana após semana, de um jogador com a sua categoria. No ataque a dúvida é maior. Aboubakar está fora de combate para o que resta da temporada e Tiquinho Soares não está inscrito na prova. Assim, resta perceber se avançará Adrian ou André Pereira ou se a opção recairá sobre Corona, juntando Otávio aos homens do meio campo, aproximando a equipa do 1x4x3x3.

No que ao futebol jogado são duas equipas que, por via da sua superioridade nos seus campeonatos, têm maior número de semelhanças do que diferenças e que privilegiam a posse e o pressing. Estando o FC Porto a jogar em casa, espera-se e exige-se que tome conta do jogo, que imponha a sua ideia e obrigue o adversário a comportamentos (jogar em transições) aos quais está menos acostumado.

Em suma, o FC Porto joga a segunda de seis importantes batalhas que serão sempre disputadas em dois tabuleiros, o desportivo e o financeiro. Prossegue a caça aos pontos. Prossegue a caça aos milhões.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira