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20 de Janeiro, 2022

FC Vizela x FC Porto

FC Vizela 1-3 FC Porto: A esperança aliada às meias-finais da Taça

A CRÓNICA: NUMA NOITE FRIA, O FC PORTO GELOU A INCERTEZA VIZELENSE

A dúvida em torno da realização de mais um encontro pairou novamente, mas a bolou rolou à hora e local indicados. Voltou a fazer-se Taça no Minho, com o FC Vizela a receber o FC Porto nos quartos de final da Prova Rainha.

O jogo começou de feição para a equipa da cidade invicta, com o FC Porto a pressionar pelas alas e entrelinhas com Otávio na construção. Essa pressão portista culminou num golo madrugador.

Na sequência de um pontapé de canto batido por Vitinha, e um alívio para a frente de Pedro Silva, foi Matheus Uribe, na recarga, a rematar para o fundo das redes da baliza vizelense. Estava inaugurado o marcador aos cinco minutos, com vantagem dos dragões.

Mesmo após o golo portista, alguma pressão vizelense esteve no terreno de jogo, contra as transições ofensivas rápidas do FC Porto. Não se podia dizer que existia uma equipa a dominar o jogo ou a ameaçar mais a baliza adversária. Estava um jogo partido e equilibrado, já com a vantagem da equipa de Sérgio Conceição.

Com o FC Vizela a tentar ganhar a bola nas costas da defesa portista, dada a pressão alta feita pelos dragões, o golo acabou por chegar. Schettine recolheu a bola e assistiu Cassiano, a quem bastou picar a bola, aos 24 minutos, para empatar a partida.

A partir daqui, começou o número que parecia interminável de paragens devido a jogadores caídos no relvado. Com o frio sentido nesta quarta-feira à noite, era preciso um jogo que aquecesse, mas o aquecedor teimava em não ligar.

E, se era preciso um aquecedor, ele lá acabou por chegar, entregue por Fábio Vieira. Depois de um início de segunda parte bastante equilibrado, novamente, entre as duas equipas, a bola ia rolando sem conhecer destino.

Mas, aos 64 minutos, foi assinalada uma grande penalidade a favor do FC Porto que o médio portista converteu irrepreensivelmente. Vieira atirou para um lado, Pedro Silva atirou-se para o outro. A vantagem no marcador voltava a ser dos dragões.

O jogo estava a pender para os comandados de Sérgio Conceição, com bastantes aproximações relativamente perigosas à baliza do FC Vizela. A equipa da casa “ia atacando”, quando o erro da equipa portista assim o permitia.

E para colocar um ponto final na decisão, depois de um pontapé de Bruno Costa, foi Luis Díaz que apareceu à entrada da pequena área e resolveu, concretizando o terceiro golo azul e branco em Vizela.

Estava assegurada a passagem do FC Porto às meias-finais da Taça de Portugal, com o FC Vizela a cair por terra, depois de uma semana plena de indecisões e incertezas.

A FIGURA

Otávio FC Porto FC Vizela
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Otávio – É daquelas exibições que fazem deitar o olho, sem ser preciso olhar a números. Otávio voltou a ser decisivo nas jogadas de construção do FC Porto e, sempre que foi chamado a decidir no último terço desse mesmo processo, não deixou a desejar. Não marcou ou assistiu, mas fez a diferença nas movimentações dos dragões.

Nota também para Fábio Vieira, que foi o “boost” de confiança que o FC Porto necessitava para enfrentar a segunda parte do encontro de uma forma melhor.

O FORA DE JOGO

FC Vizela x FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Elevado número de paragens – Precisava-se de um jogo quente para “matar” o frio sentido nas bancadas, mas, depois dos golos no decorrer da primeira parte, “desligaram o aquecedor”. A partir da primeira meia hora, o jogo trancou, com a existência de muitas paragens de bons minutos devido a jogadores caídos no relvado. “Faz parte”, mas privilegia-se o espetáculo.

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

Mesmo com um elevado número de ausências devido a um surto de Covid-19 no plantel, o FC Vizela alinhou no habitual 4-3-3, com nove alterações em relação à derrota frente ao Moreirense FC.

Álvaro Pacheco voltou a aplicar um futebol apoiado e de alta rotação, mesmo com o plantel bastante desfalcado. Pedro Silva voltou a assumir a guarida da baliza vizelense, com a defesa montada por quatro jogadores: Kiki e Ofori na zona central, com Igor Julião e Maviram nas laterais.

No miolo, Zag atuava recuado de Raphael Guzzo e Alex Méndez, que construíam jogo e pressionavam os médios do FC Porto, aquando das transições defensivas. Na frente, Schettine descaía para a esquerda, abrindo espaço para os movimentos de Cassiano, com Francis Cann na direita.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Silva (6)

Igor Julião (6)

Kiki (6)

Ofori (6)

Maviram (6)

Zag (6)

Raphael Guzzo (6)

Alex Méndez (5)

Francis Cann (5)

Schettine (7)

Cassiano (6) 

SUBS UTILIZADOS

Ventura (5)

Etim (5)

João Ricardo (5)

David Martins (5) 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa de Sérgio Conceição apresentou-se no já conhecido 4-4-2, com Taremi a surgir no apoio a Evanilson, com movimentos interiores de aproximação ao meio-campo. Vitinha assumiu o habitual papel de construtor de jogo no meio-campo, ocupando o setor com Uribe e Otávio.

Corona apresentava-se como um lateral propulsor de profundidade, para poder potenciar transições ofensivas alternativas, aliando a técnica de cruzamento.

Ainda com as mesmas ausências no setor defensivo, os dragões voltaram a alinhar com Mbemba e Fábio Cardoso na zona central. Corona e Wendell foram os laterais de serviço da equipa azul e branca. 

ONZE INICAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Tecatito Corona (6)

Chancel Mbemba (6)

Fábio Cardoso (6)

Wendell (5)

Vitinha (7)

Matheus Uribe (7)

Luis Diaz (6)

Otávio (8)

Evanilson (6)

Mehdi Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Vieira (7)

Pepê (7)

Bruno Costa (6)

Francisco Conceição (6)

Marko Grujic (6)