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Feyenoord Rotterdam e FC Porto mediram forças hoje, no Estádio De Kuip, num jogo a contar para a segunda jornada da fase de grupos da Liga Europa. A equipa portuguesa chegou a esta partida com três pontos, fruto da vitória na jornada inaugural por 2-1 frente ao BSC Young Boys. Já os holandeses, ainda não tinham pontos e pretendiam, em casa, mudar isso… e foi o que aconteceu.

No último duelo entre as duas equipas, em 1993/1994, foram os azuis e brancos a serem felizes, mas hoje a história foi outra, numa partida que nem sempre foi bem jogada.

Com os treinadores a conhecerem-se bem, por terem sido colegas de equipa na SS Lazio, a partida começou equilibrada e sem que houvesse surpresa nos onze apresentados. A equipa da casa entrou mais a medo, mas desde cedo soube contornar isso e, em vários momentos, conseguiu assumir as rédeas da partida. Já o FC Porto, seja enguiço ou não, falhou sucessivamente sem explicação, apesar de ter começado melhor.

O primeiro lance de perigo surgiu da equipa de Sérgio Conceição, numa jogada de laboratório, que fez tremer os adeptos da casa. Na marcação de um livre, Alex Telles serviu Nakajima que, sem oposição, rematou em arco, com a bola a passar muito perto da baliza de Vermeer, aos oito minutos.

Do lado do Feyenoord, com o decorrer do jogo, começou a mostrar maior consistência e, com sucesso, conseguiu anular o meio-campo portista. Aos 24′ surgiu a primeira jogada de perigo, também na sequência de um lance de bola parada. Depois de um canto sem qualquer ameaça, a bola sobrou para Japs que, da meia lua, rematou por cima da baliza. Três minutos depois, foi a vez de Larsson testar os reflexos de Marchesín, que fechou bem a baliza azul e branca.

Numa primeira parte pautada pela falta de oportunidades, foi ao FC Porto que pertenceu a situação mais flagrante de golo, aos 37 minutos. Na sequência de um pontapé de canto, Pepe cabeceou para uma defesa monstruosa de Vermeer, que com a mão direita afastou a bola, não permitindo a recarga de Nakajima.

Uma situação que acordou a equipa da casa, perto do intervalo, que podia ter chegado ao golo, foi um lance em que Marcano ao tentar desviar a bola da baliza quase fez autogolo, numa jogada protagonizada por Karsdorp, aos 42 minutos.

O jogo chegou ao intervalo sem golos e sem muitos lances de perigo.

Otávio ainda atirou à trave mas a baliza holandesa manteve-se inviolada
Fonte: Feyenoord Rotterdam

Na segunda parte a história foi outra, o tempo de descanso fez bem aos homens da casa que chegaram do balneário a todo o gás e com vontade de mudar o rumo da partida… e assim foi.

Aos 49 minutos o Feyenoord inaugurou o marcador através de Toornstra. A jogada começou nos pés de Larsson que, recebendo a bola da direita, passou por Manafá e fez o primeiro remate, que Marchesín defendeu. A bola regressou ao avançado, que depois de mais uma tentativa de remate e de um ressalto, viu a bola chegar até Toornstra, que rematou cruzado para o primeiro golo do jogo.

Com o golo sofrido, o FC Porto ficou atarantado e sem reação e quem aproveitou foram os holandeses que não tiraram o pé do acelerador. Aos 54 minutos foi novamente o guarda-redes portista a evitar o pior, ao defender os remates de Berghuis e Toornstra.

Depois de se recompor da desvantagem, a equipa de Sérgio Conceição, correu atrás do prejuízo. À passagem da hora de jogo teve uma boa oportunidade de golo através de Otávio que rematou à barra, depois de mais uma jogada de laboratório, desta vez assistido por Uribe.

Na resposta, a equipa holandesa atirou também a bola à barra, num remate de Berghuis, aos 64′. No minuto seguinte, novo sobressalto para os azuis e brancos, com Larsson a surgir sozinho e a rematar forte, com a bola a sair pelas malhas laterais.

Com o jogo repartido, e com as oportunidades a sucederem, foi a vez do FC Porto voltar a estar perto do empate. Soares surge isolado e assiste Marega, mas o maliano falhou escandalosamente, aos 69′. Cinco minutos depois, novamente a bola na barra, desta vez através de Luis Díaz. O colombiano recebeu a bola e com um remate forte atirou à barra da baliza de Vermeer.

E como quem não marca sofre, foi isso mesmo que aconteceu em Roterdão. Depois da equipa portuguesa desperdiçar algumas boas oportunidades de golo, foram os holandeses a ampliar a vantagem, com a defesa portista a ficar muito mal na fotografia. Karsdorp, sem oposição, avançou no terreno e só com Marchesín pela frente fez o gosto ao pé, aos 80 minutos.

Até ao final do encontro, e apesar dos treinadores terem mexido na equipa, o resultado não sofreu alterações. Com este desfecho, todas as equipas do grupo C têm três pontos.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FEYENOORD ROTTERDAM: Vermeer; Karsdorp (Geertruida, 85′), Botteghin, Edgar Ié e Haps; Tapia, Toornstra e Fer; Berghuis, Sinisterra (Narsingh, 83′), Larsson (Senesi, 83′)

FC PORTO: Marchesín; Manafá, Pepe, Marcano e Alex Telles; Otávio, Uribe, Danilo (Fábio Silva, 81′) e Nakajima (Luis Díaz, 53′); Zé Luís (Soares, 63′), Marega

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