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É inegável que, sob a alçada de Nuno Espírito Santo, o FC Porto parece ter readquirido chama, espírito guerreiro e vontade de vencer. Se há mérito que o treinador dos dragões merece ver ser-lhe reconhecido, por esta altura, é este mesmo. A qualidade, a nota artística e a consistência exibicional nem sempre abundam. E, em resposta a essa carência, este FC Porto responde com doses excessivas de crer, raça e união. Se tivermos em conta todas as peripécias desde o início da época, difícil era pedir mais. Por outras palavras, diríamos que esta equipa tem fibra. Mas o que mais importa perceber, nos tempos que se avizinham, é se essa fibra é, ou não, a de campeão.

Chegados a fevereiro, ainda com 14 jogos por disputar e 42 pontos pelos quais lutar, temos um FC Porto mais do que intrometido na luta pelo tão almejado título. A caminhada não se afigura nada fácil, desde logo porque, dos jogos que ainda se disputarão, oito serão longe da fortaleza. É, essencialmente, nesse particular que reside aquele que pode ser um dos maiores problemas dos portistas. A equipa transfigura-se (para pior) quando pisa um relvado que não o do Dragão. Em nove partidas disputadas fora de casa, o FC Porto venceu apenas quatro. Excluindo os três pontos deixados em Alvalade na 3ª jornada, contam-se oito preciosos pontos desperdiçados (Tondela, Setúbal, Belém e Paços de Ferreira) e que tanta falta fariam neste momento.

Aproxima-se a fase de todas as decisões e o FC Porto não pode falhar Fonte: FC Porto
Aproxima-se a fase de todas as decisões e o FC Porto não pode falhar
Fonte: FC Porto

De entre as próximas saídas do FC Porto, há, claramente, a destacar o próximo jogo em Guimarães. Este será, muito provavelmente, o grande teste que determinará, ou não, a fibra de que é feita esta equipa. Desta feita, os dragões jogarão já conhecedores do resultado do rival. Voltarão as pernas a tremer ou teremos, enfim, um FC Porto firme, confiante, a impor o seu jogo e a arrecadar três pontos de um campo onde não vence desde 2013?

É chegada a hora de não se falhar. Depois, mais lá para a frente, será a vez de vencer na Luz e na Pedreira. Assim espero. Assim esperamos. Assim terá de ser. Assim será. Vamos, Porto!

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PS: Já o outro dizia. Um vintém é sempre um vintém, um cretino será sempre um cretino. Eu acrescentaria que um papagaio será sempre um papagaio. Por mais ou menos avençado que possa ser, quando o feijão deixa de caber, o discurso é sempre o mesmo. Ai como ele treme.

 Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Diana Martins

 

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