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Depois de tomar conhecimento da vitória do SL Benfica, o FC Porto entrou em campo com o objetivo de manter a distância de 3 pontos que o separa do seu adversário direto. A equipa orientada por Nuno Espírito Santo apresentou algumas alterações face ao último jogo com as entradas de Rúben Neves no lugar de Danilo, Otávio a render Oliver e Corona que regressou de lesão, a substituir André Silva.  Já o GD de Chaves, orientado por Ricardo Soares, perseguia o objectivo dos 40 pontos estabelecidos no início da presente época.

Os Dragões apresentaram um esquema tático diferente do habitual. A frente de ataque foi composta por Soares, Jota e Corona que eram servidos por Otávio que jogou na posição 10. André André e Rúben Neves jogaram mais recuados no meio campo a apoiar os jogadores da frente e a subida dos laterais. Os primeiros minutos de jogo não trouxeram grande coisa ao espétaculo. O jogo assemelhava-se a uma batalha campal no meio campo com passes errados, boas intercepções e pouca criatividade dos artistas de ambas as equipas. O GD de Chaves conseguiu anular facilmente o jogo dos Dragões e não se mostrou surpreendido pelo diferente esquema tático apresentado pela equipa da cidade invicta. O jogador portista mais desequilibrador foi Diogo Jota. O jovem português causou alguns sobressaltos à defensiva transmontana nos minutos iniciais do encontro.

Finda a primeira meia hora de jogo, o único remate que levou a direcção da baliza foi mesmo do GD de Chaves. Fábio Martins cabeceou fraco para uma defesa fácil de Casillas. O primeiro lance de golo surgiu aos 34´. Soares, fora de área, desferiu um remate fortíssimo que ainda foi ligeiramente desviado pelo vento forte que se fazia sentir no Estádio Municipal de Chaves. António Felipe respondeu bem ao remate com uma defesa atenta. Dois minutos depois, Rúben Neves bateu muito bem um livre à entrada da área. A bola ainda bateu na relva perto da linha de golo mas António Felipe, uma vez mais, defendeu o remate do jovem médio dos Dragões. Aos 42´, Rúben Neves voltou a sorte num novo livre mas o guardião do GD de Chaves defendeu uma vez mais. Foram estes os três lances de perigo que os Dragões conseguiram criar na primeira parte.

Pedia-se mais criatividade no último terço de maneira a conseguir levar a bola com perigo para mais perto da baliza adversária. Depois de uma entrada amorfa no jogo, o FC Porto foi conseguindo encostar o GD de Chaves à sua grande área. Apesar desse domínio nos últimos quinze minutos da 1º parte, a turma orientada por Nuno Espírito Santo mostrava poucas ideias na frente, criando apenas perigo com os remates fora de área. O GD de Chaves foi cumprindo com o seu trabalho, anulando o jogo dos Dragões com competência.

O FC Porto entrou na segunda parte com as linhas mais subidas e a pressionar com maior intensidade. Aos 52´, os Dragões inauguraram mesmo o marcador. André André rematou forte fora de área, António Felipe defendeu e Soares apareceu na recarga para atirar para o fundo das redes. Uma lufada de ar fresco no jogo e golo merecido para os portistas. Depois do golo, o FC Porto manteve o domínio do jogo. Ricardo Soares ainda mexeu na equipa colocando mais peças nas frente mas a defensiva portista esteve tranquila durante os 90 minutos, conseguindo manter o perigo longe da baliza de Iker Casillas. Os Dragões chegaram ao conforto com o golo de André André aos 71´. Grande passe de Otávio a desmarcar o médio portista que, mesmo pressionado por Nuno André Coelho, conseguiu rematar para o fundo da baliza de António Felipe. Estava feito o 0-2. A equipa azul e branca não tirou o pé do acelerador mantendo sempre o perigo perto da baliza do GD de Chaves. Os jogadores orientados por Ricardo Soares não conseguiram criar qualquer jogada de perigo durante os 90 minutos e, mesmo sem fazer uma grande exibição, os Dragões conseguiram ser competentes e arrancar uma vitória justa.

Antes de o jogo terminar, nota para a expulsão de Maxi Pereira. O uruguaio fez uma entrada perigosa que lhe valeu a expulsão. Aceita-se o cartão vermelho mas é de realçar que as arbitragens dos jogos do FC Porto têm um rigor exemplar. Na última jornada, Ederson ilibou-se do cartão amarelo contra o Sporting CP que o suspendia do jogo contra o GD Estoril de Praia e no jogo contra o Moreirense FC, Luisão levou amarelo numa entrada idêntica. Torna-se cada vez mais estranho esta dualidade de critérios.

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