A CRÓNICA: FELICIDADE PROVÁVEL DE SOARES

Com César Peixoto no comando dos transmontanos, o GD Chaves estava obrigado a vencer o FC Porto para poder estar presente na final–four da Taça da Liga. O resultado final não foi o desejado para a equipa da casa, que saiu derrotada por quatro bolas a duas. O FC Porto entrou muito afirmativo na partida, procurando com uma posse de bola objetiva e também vertical ferir a defesa do GD Chaves. Foram duas cabeçadas de Soares que praticamente sentenciaram as ambições dos transmontanos. Recorde-se de que o avançado brasileiro é um carrasco para esta equipa.

E foi precisamente este jogador que ganhou uma grande penalidade, que, inicialmente, não foi convertida por Marega, mas que, à segunda tentativa, foi introduzida na baliza. Foi uma execução à Marega. Foi na globalidade uma primeira parte bem conseguida pela equipa visitante, que certamente iria aproveitar o segundo tempo para descansar com bola, uma vez que o apuramento estava praticamente garantido. Já com uma substituição para gerir melhor o jogo, o FC Porto entrou na segunda parte a tentar marcar o quarto, com Otávio, Nakajima e Corona a tentarem servir da melhor forma os homens da frente.

Antes de o jogo terminar, destaque para Platiny que reduziu para os flavienses, e depois assistiu André Luís, aproveitando a descontração da defesa portista. Luis Díaz, que entrou no segundo tempo, também deu o gosto ao pé, após uma boa incursão de Fábio Silva. Antes de Carlos Xistra apitar para o final do encontro, Kevin Medina viu o segundo cartão amarelo.

Anúncio Publicitário

No final das contas, o FC Porto terminou o ano a sorrir com um jogo bem conseguido a nível ofensivo, mas com um relaxamento na segunda parte que acabou por não comprometer as ambições portistas. Em termos defensivos, há, pois, muito a melhorar. Já a equipa flaviense viu o seu sonho cair por terra, deixando uma boa réplica a nível ofensivo, embora a defesa tenha sido o Calcanhar de Aquiles dos comandados por César Peixoto.

A FIGURA

Fonte: Bola na Rede

Tiquinho Soares – Foi, sem dúvida, o homem do jogo. Claro que os flavienses já estavam habituados a ver um Soares matador, mas neste jogo não só marcou dois golos, como sofreu uma grande penalidade e foi fulcral na manobra ofensiva portista. Tornou-se, a par de Jackson Martínez, o maior goleador do FC Porto na Taça da Liga.

O FORA DE JOGO

Fonte: Facebook ” GD Chaves”

Defesa do GD Chaves – Embora o setor ofensivo tenha causado alguns estragos, a defesa flaviense deixou muito a desejar neste jogo, permitindo a Soares brilhar e dando espaço a jogadores como Nakajima, Corona e Otávio.

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

O GD Chaves apresentou-se com um modelo tático que variava no seu processo ofensivo e defensivo. Quando atacavam, a turma de César Peixoto optava por um 4-3-3, com André Luís como homem mais fixo na frente de ataque. Quando defendiam, os transmontanos apresentavam um 4-4-2 com Niltinho e Jefferson a recuarem mais para junto do meio-campo, e com Wagner e André Luís na frente de ataque. Ao longo da partida, tentaram ferir o FC Porto através da velocidade de Niltinho e mais tarde João Correia e do bom posicionamento do seu goleador, André Luís. Das poucas vezes que conseguiram chegar à frente, os valentes transmontanos causaram problemas à defensiva do FC Porto, mas esta, sobretudo na figura de Diogo Costa, conseguiu quase sempre evitar males maiores. A nível defensivo, os flavienses pecaram bastante, dando espaço aos dragões para jogarem a seu belo prazer no último terço do terreno. Com a entrada de Platiny no segundo tempo, procuravam afirmar-se ofensivamente, mas o jogo continuou a ser praticamente de sentido único. Conseguiram, contudo, marcar dois golos, aproveitando, e bem, a descontração da equipa azul e branca.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Igor (6)
Rafael Viegas (5)
Hugo Basto (5)
Kevin Medina (4)
José Gomes (5)
Jefferson (6)
Raphael Guzzo (5)
Gamboa (4)
Niltinho (5)
André Luís (6)
Wagner (5)

SUBS UTILIZADOS
João Correia (6)
Higor Platiny (7)
João Bachi (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto de Sérgio Conceição apresentou-se num 4-4-2 puro com Soares como avançado mais fixo e Marega a aproveitar sempre a profundidade. Contudo, foi visível que, muitas vezes, Marega trocava de posição com Nakajima, deambulando para o corredor esquerdo, enquanto que o médio japonês se posicionava nas costas de Tiquinho Soares. Ao longo da partida, foi visível uma posse de bola objetiva e vertical, mas sem se jogar um futebol demasiado direto. Danilo e Sérgio Oliveira foram os dois tampões do meio campo que se preocuparam mais com as manobras ofensivas da equipa (nomeadamente na construção de jogo), sendo que Corona e Nakajima procuravam desequilibrar o jogo nas alas e pausar o jogo à espera da subida de Saravia e Manafá, respetivamente. Otávio – que entrou no segundo tempo – procurou juntar-se ao mexicano e ao japonês na procura de desequilibrar o jogo e tentar servir os homens da frente. Em termos defensivos, há muito a corrigir, uma vez que se ofensivamente os dragões não tivessem sido tão eficazes, o resultado poderia ter sido outro.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Costa (6)
Saravia (6)
Mbemba (4)
Marcano (4)
Manafá (5)
Corona (7)
Danilo (6)
Sérgio Oliveira (6)
Nakajima (7)
Marega (7)
Soares (8)

SUBS UTILIZADOS
Otávio (6)
Luis Díaz (6)
Fábio Silva (6)

Foto de Capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Comentários