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fc porto cabeçalhoFoi com um onze de “segundas linhas” que os azuis e brancos conquistaram, já na ponta final da partida, a vitória frente a um Gil Vicente que vendeu cara a derrota e deixou boas indicações para o que aí vem. Ao FC Porto valeu um inspirado Tiquinho Soares que, com um hattrick, prolongou o bom momento da equipa de Sérgio Conceição.

Ambiente espetacular, como há muito não se via no Cidade de Barcelos, com 11 864 espetadores a testemunharem mais uma vitória do FC Porto nesta pré época. A uma semana do início do campeonato, e na derradeira oportunidade de mostrar serviço para alguns jogadores, como os casos de Rafa, Hernâni, Sérgio Oliveira e Marega (Mikel não jogou), foi um habitual titular que, mesmo não contando com a companhia do parceiro de setor (Aboubakar), conduziu os azuis e brancos à conquista do segundo troféu de pré temporada, no caso, a Taça Crédito Agrícola.

À imagem do que vem sucedendo nos particulares anteriores, o FC Porto entrou forte, objetivo, pragmático e determinado a resolver as coisas cedo. Corriam apenas três minutos de jogo e já Otávio, depois de rodar sobre um adversário, isolou Soares que, frente a Rui Sacramento, não desperdiçou.

A partir daqui, e fruto de alguma inconsistência própria de uma equipa que andará um pouco longe daquela que se prefigurará como titular frente ao Estoril, na próxima quarta feira, a qualidade do jogo baixou e foi o Gil Vicente que, com boas dinâmicas e um futebol particularmente interessante andou perto da baliza de José Sá, ameaçando, primeiro, aos 21 minutos por intermédio de James, que atirou ao poste, e convertendo, depois, aos 30’ com uma boa envolvência atacante. Passe de Rui Miguel, de calcanhar, a isolar Jonathan e o avançado hondurenho a restabelecer a igualdade.

Estava feito o empate e, pouco depois, chegava o intervalo com o resultado completamente ajustado às incidências da primeira parte.

Aqui, o primeiro de três golos de Soares Fonte: FC Porto
Aqui, o primeiro de três golos de Soares
Fonte: FC Porto
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Na entrada para o segundo tempo, foi visível o contraste nas substituições feitas das duas equipas. Enquanto o Gil Vicente mudou todo o seu onze, a equipa do FC Porto manteve a equipa titular intacta.

O jogo na segunda parte, à imagem do que foi no primeiro tempo, foi bastante dividido e a equipa de Barcelos foi um “osso duro de roer” para os dragões. A equipa gilista aproveitou o apoio dos seus adeptos com casa quase cheia e agigantou-se frente a um grande português. Os golos só viriam mesmo a surgir nos dez minutos finais. Dois golos e ambos de Soares.

As primeiras oportunidades de golo no segundo tempo pertenceram ao FC Porto e ambas saídas dos pés de Otávio, com as duas bolas a sair bem por cima da baliza adversária. O médio brasileiro deu boas indicações ao longo dos 90 minutos e foi, durante toda a partida, o mais inconformado com o empate.

As mexidas no plantel azul e branco viriam a acontecer pouco depois, à entrada do minuto 63. Foram quatro as mexidas dos dragões e seriam mesmo essas quatro alterações as únicas de toda a partida para os dragões. Sérgio Conceição tirava de campo Marega, André André, Óliver e Hernâni. Este último particularmente desinspirado com inúmeras perdas de bola e certamente com uma tarefa difícil pela frente se quiser lutar pela titularidade. Para os seus lugares, Sérgio Conceição apostou em Rafa Soares, Maxi Pereira, Sérgio Oliveira e Héctor Herrera.

Apesar da formação tática continuar a mesma (4-4-2) foi interessante ver um sistema em que Otávio atuou como parceiro de Soares e em que Maxi e Rafa Soares assumiram as laterais do FC Porto, tendo Ricardo Pereira e Layún subido nas alas. Sérgio Conceição terá assim aproveitado este último teste de pré época para ver até que ponto os quatro defesas podem ser compatíveis no onze titular.

Com as substituições de ambas as equipas, o ritmo de jogo abrandou e as oportunidades de golo foram escassas. O Gil Vicente, mesmo com catorze substituições feitas, conseguiu “adormecer” os dragões e conseguiu fechar-se muito bem, tornando muito difícil a entrada na sua área.

O jogo do FC Porto passava quase exclusivamente pelo recurso à bola longa, algo que não estava a dar resultado. Como tal, as oportunidades de golo dos dragões passavam todas elas muito longe da baliza adversária. Primeiro, Filipe tentou surpreender o guarda-redes Júlio Neiva com um remate ainda antes do meio-campo. Depois, Ricardo Pereira, com um cruzamento de Rafa Soares pela esquerda, consegue um cabeceamento fraco para uma defesa fácil do guardião gilista. Sérgio Oliveira, aos 84’ viria ainda a arriscar o remate fora da área contudo saiu muito desviado o remate do médio português. Parecia impossível a bola entrar na baliza do Gil Vicente.

No entanto, apenas dois minutos depois, as redes voltariam a mexer. Golo de Tiquinho Soares, o suspeito do costume. Após uma boa jogada de entendimento do meio campo portista, Soares recebe a bola de Miguel Layún e impondo o seu forte poderio físico consegue ganhar a segunda bola e ficar frente a frente ao recém entrado guarda redes Rafa e não perdoou. Estava feito o 2-1 muito sofrido pelos dragões e muito festejado pelos adeptos portistas que foram incansáveis no apoio durante os 90’. Os adeptos portistas, que esperaram durante tanto tempo pelo segundo golo, voltariam a festejar pouco depois. Soares a marcar novamente. Maxi Pereira consegue “roubar” uma falta a favor do FC Porto e na cobrança do livre, Sérgio Oliveira encontra a cabeça de Soares que fazia assim o seu hattrick.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Ainda antes de terminar o jogo, Camara ainda ameaça com um remate fora de área, mas o lance sai inofensivo e José Sá consegue uma defesa segura.

Um jogo sofrido para os dragões que conseguem assim levantar o segundo troféu da pré-época (Troféu Cidade de Guimarães e Taça Crédito Agrícola), terminando com os adeptos portistas a pedir a conquista de títulos para esta nova época, a fim de acabar com a seca de títulos nas últimas quatro épocas.

Como começou Gil:

Rui Sacramento, Ricardinho, Sandro, Tormena e Luis Tinoco; Jumisse, James e André Fontes; Fall, Rui Pedro e Jonathan.

 

Como começou FCP:

José Sá, Ricardo, Felipe, Marcano e Layun; André André e Oliver; Hernani, Otávio, Marega e Soares;

 

Como acabou Gil:

Rafa, Reko, Luiz Eduardo, Rui Faria, Henrique; Miguel Abreu, Nuno Lopes, Tiger; Peter, Camará e João Pedro.

Como acabou FCP:

José Sá, Maxi, Felipe, Marcano e Rafa Soares; Herrera, Sérgio Oliveira, Ricardo e Layún; Otávio e Soares;

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