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E com elas os seus artistas. O que Yacine Brahimi fez há dois dias em pleno Estádio do Dragão não pode ser perdido no tempo. Tem de ser eternizado. Há várias formas de descrever a sua obra mas comecemos pela mais simples (e instantânea): “Um golaço do outro mundo!”

Seja em português, inglês, argelino ou coreano, o golo apontado pelo herói do jogo inaugural da Liga dos Campeões corre já o mundo. Em tweets, shares no Facebook ou notícias nos mais prestigiados jornais e publicações online, não há forma de lhe escapar. É assim quando se testemunha tamanha criação, é assim quando, em pleno Dragão, se grita de emoção.

O que Brahimi fez não é novidade. Já havia encantado tanto no Porto quanto em muitas outras cidades que visitara enquanto Dragão. É, contudo, o esplendor do seu ‘portfólio’ — a sua obra prima, e exemplifica na perfeição aquilo de que é capaz.

Há poucos meses, atravessávamos ainda dias de verão, visitei pela primeira vez o Museu do Futebol Clube do Porto. Fi-lo menos de vinte e quatro horas depois de entrar no Estádio do Dragão pela primeira vez na minha vida (para assistir à apresentação aos sócios) e não poderia ter deixado o Porto com um maior sorriso nos lábios.

Regressei da Invicta mais completo. Regressei ainda mais azul e branco. Com uma parte desta tão bonita história. Lá, recordei alguns dos momentos mais bonitos do futebol português, europeu e, até, mundial – quem não se lembra do olhar de Pedro Emanuel?

Onde ia? No museu, sim! De lá saí ainda mais Porto. Saí ainda mais Dragão. Apropriei-me de tudo o que consiste em ser Porto. E são golos como os de Brahimi, com a técnica do argelino, que um dia são colocados num museu de um clube de futebol.

São golos como aquele – para além, claro, dos que nos dão troféus europeus ou reviravoltas histórias frente a rivais nacionais – que constroem a história de um clube. Que a tornam mais forte. E um dia, espero, regressarei para, num dos muitos ecrãs, poder testemunhar, por uma vez que seja, tal obra de arte.

És nosso, Brahimi. Fazes parte da nossa história. E a história quer-te.

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