João Mário, inicialmente um extremo com algumas limitações, chegou a parecer que nunca estaria perto de assumir um papel de destaque no FC Porto. A sua rapidez e técnica chocaram com a timidez que o distingue, era assim que era visto em campo – tímido, sem nunca chamar muito à atenção.

Mas João Mário, atualmente um lateral, tem sido um dos jogadores mais empolgantes de ver dentro das quatro linhas. Domina a ala e oferece aos dragões uma qualidade na definição do último passe que não era vista há algum tempo na lateral direita.

Esta adaptação acaba por trazer mais soluções a um plantel totalmente carenciado de laterais que consigam chegar com perigo à área adversária, o último com essa capacidade foi Alex Telles, que foi crucial para os campeonatos da era Conceição. É ao treinador que devemos agradecer por esta adaptação, ele que, sem medo, arriscou no jovem para assumir a posição e consequentemente teve grande sucesso.

João Mário
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O talento está lá, em relação à temporada transata é um claro upgrade na posição. Manafá, apesar de ser competente para a posição, não consegue ser um perigo no ataque, ou oferecer garantias defensivas. Este segundo aspeto é aquele que, aos 21 anos, João Mário ainda não oferece.

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Mas não nos podemos esquecer que, durante toda a sua carreira nas camadas inferiores do FC Porto, jogou sempre a extremo atacante, sem nunca ter de se preocupar com trabalhos defensivos. Contudo, pode aprender e conseguir oferecer garantias no ataque e na defesa.

Resta agora perceber se consegue ser regular nas aparições no onze inicial. Para já, o lugar é seu, mas já percebemos que, se não render, o treinador não tem qualquer problema em colocá-lo no banco de suplentes, algo que neste momento pode afetar a sua evolução. Se limar as arestas no momento defensivo, tem tudo para ser um dos melhores a atuar em solo português.

É um jogador que ainda está a formar a sua personalidade em campo, que ainda vai errar, mas que pode ser o nosso lateral titular durante muito tempo. Segue a escola de lateriais direitos de qualidade que Portugal produziu nos últimos anos.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

1 COMENTÁRIO

  1. O Ricardo Pereira é extremo de origem, nunca tendo feito na formação a posição de lateral. Hoje é referência. E teve no Nice a aprender, algo que hoje em dia o Porto não se pode dar ao luxo de fazer o mesmo com João Mário. Trabalhando, chega longe…

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