“Jogas tanto, Oliveira”: a apreciação a um capitão e real dragão

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O FC Porto vive um dos períodos mais abruptos do século no que diz respeito ao campeonato. Tem vivido uma trajetória cheia de travões às aspirações portistas, as exibições deixam muito a desejar, a equipa parece não ter ideias acabando, assim, por ficar dependente de rasgos de genialidade de elementos individuais. Porém, começa a sentir-se um levantamento de indignação, a cara dessa inconformidade está em Sérgio Oliveira, um verdadeiro dragão.

O português, além de reunir todas as características do típico “jogador à Porto”, desde a perda das principais referências do conjunto que se tornou em um exemplo de dedicação e amor à camisola.

Formado nos dragões, parece, estar agora no auge das suas capacidades, enche o campo de qualidade no passe e posicionamento, (enquanto sénior) o médio, que agora assume uma veia goleadora, vai no seu quarto jogo consecutivo (6 golos no total), vai sendo crucial para a manter a equipa nos lugares cimeiros do campeonato com um total de sete participações para golo nesta edição da liga.

Inicialmente criticado pela falta de rapidez, rapidamente demonstrou que a falta dessa característica é compensada pela maneira como descobre espaços em campo e queima linhas do adversário. Não tem medo de encarar o jogo de frente e comandar a primeira linha de pressão na saída de bola adversária, calmo com bola, um real dragão a quem raptaram a cria quando está sem ela.

Ninguém esperava o sucesso de Oliveira, de descartado na temporada 2016/17 a principal figura desta reconstrução estrutural, é um exemplo de amor ao clube, querer e dedicação. A sua particularidade e o que o torna um jogador tão especial é a dedicação ao clube e o aproveitamento de todas as oportunidades que foram concedidas ao longo dos anos, um exemplo de que o sucesso é conduzido pelo esforço.

Dá ao jogo sem esperar nada em troca, sempre com um objetivo, a vitória. Este é Sérgio Oliveira, um dragão sem medo de o admitir, é cada vez mais indiscutível no onze e a peça essencial quando a equipa não demonstra esforço, olhemos para o médio e veremos que oferece luta até ao fim. À frente da baliza é um perigo juntando ainda, a capacidade de cruzar da maneira que os avançados gostam, fabricando os tais “meios golos”.

Esta influência do centrocampista não tem passado despercebido nem a Fernando Santos, que o tem incluindo constantemente no conjunto de vinte e três convocados, até ao momento arrisco-me a dizer que é um dos três melhores médios a atuar em Portugal.

Ricardo Rafael Silva
Ricardo Rafael Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Ricardo Rafael é um jovem estudante de ciências da comunicação e adepto do FC Porto. Olha para o futebol sempre com ar crítico e procura ver o melhor do desporto.

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