A chegada de Pepê à Invicta no decorrer desta semana fez com que muitos adeptos portistas ficassem com um certo “apetite” e anseio pela próxima época. O que esperar deste “novo” Sérgio Conceição que promete mudanças? O que esperar de um sistema tático sem Moussa Marega, um jogador fulcral nas dinâmicas ofensivas e defensivas da equipa? Enfim, o que esperar das contratações que vêm por aí? Kim Min-jae é a prova de que a SAD portistas quer atuar de forma racional no mercado: começa a construir a nova época a partir de trás.

Com a possível, e quase certa, chegada de Fábio Cardoso proveniente do Santa Clara e de Kim Min-jae, provindo do Beijing Guoan, o FC Porto contrata dois “jovens” centrais que vêm dar garantias à defesa portista. Kim Min-jae, com 24 anos, tem contrato válido com o emblema chinês do Beijing Guon até 31 de dezembro, sendo que no dia 1 de julho é um jogador livre para assinar por qualquer clube.

É certo que ainda é um diamante por lapidar, mas na Coreia do Sul já é chamado de “Van Djik coreano” – a sua pujança física, com 1,90m de altura, e a capacidade que tem com a bola nos pés fazem soar os alarmes de qualquer clube europeu.

Acredita-se que, com uma proposta de 4,5 milhões de euros por 80% do passe, o FC Porto garanta um acordo para a chegada de Kim Min-jae, alvo de interesse por parte da Juventus FC e do Tottenham Hotspur FC – este último chegou a fazer uma proposta de 13,5 milhões de euros, posteriormente recusada pelo Beijing Guon.

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Com Pepe, Mbemba, Diogo Leite e Marcano na equipa, para já, tendo em vista esta contratação, podemos cogitar o que Sérgio Conceição e a SAD portista têm em mente: a saída de um dos centrais, como é o caso de Mbemba e Diogo Leite; dois defesas com mercado; ou uma mudança da vertente tática, ou seja, o FC Porto alterar de um sistema de 4x4x2 (sistema habitualmente utilizado por Sérgio Conceição) para um dos sistemas de três defesas, de forma a acomodar a possível chegada de Kim Min-jae.

Kim Min-jae
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Com a entrada de Kim Min-jae e Fábio Cardoso, o plantel principal dos azuis e brancos contará com seis defesas; ou seja, um número elevado de jogadores para esta posição (a não ser que se perspetive uma das duas opções referidas acima). Na minha opinião, creio que pelo menos dois dos quatro centrais com os quais o plantel portista conta atualmente vão ser vendidos. Com isto pretendo assinalar que não vejo Sérgio Conceição a adotar um sistema habitual de três defesas. Poderá, sim, utilizá-lo para certos jogos como fez na época passada; porém, não irá ser o sistema base ao longo da época.

Artigo revisto por Andreia Custódio

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