Na época passada, após falhar a contratação de Bruma, o FC Porto virou “agulhas” para a Colômbia, país onde estava a desapontar um craque no CPD Junior Barranquilla, de seu nome Luis Díaz. Porém, apesar de vir de um campeonato menos competitivo e periférico, a sua aquisição não se adivinhou fácil, uma vez que os russos do FC Zenit também estavam dispostos a garantir os serviços do jovem extremo, pelo que os azuis e brancos tiveram de despender uma quantia próxima dos oito milhões de euros, assim como contar com a vontade do jogador em vestir a camisola dos campeões nacionais.

A primeira época, em Portugal, pode-se considerar positiva, visto que o jogador apontou 14 golos em todas as competições, o que não é fácil, dado que se aponta sempre para um período de adaptação. Porém, também ficou marcada pela sua irregularidade e algumas lesões, sendo que parece que o internacional “cafetero” deixou um pequeno aperitivo do que pode vir a tornar-se.

Nesta temporada, Luis Díaz tem vindo a impressionar com um arranque auspicioso tanto na Liga Portuguesa, como na Champions League. Desta forma, já leva quatro golos em 11 partidas, para as mais diversas provas em que disputou, contudo tem sido nos pés dele que o ataque do FC Porto tem ganho alguma magia.

Por um lado, o futebolista parece um dos poucos jogadores do onze portista com capacidade de trazer a equipa para a frente, através do seu forte drible e velocidade, que deixa qualquer defesa em sérias dificuldades, devido às suas arrancadas repentinas.

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Exemplo disso é o seu golo em pleno Etihad Stadium, casa do Manchester City, onde não teve dificuldade em arrastar meia equipa de Guardiola atrás de si e acabar apenas na baliza. Além disso, tem aquelas caraterísticas que todos os adeptos gostam de ver, isto é, irreverência e imprevisibilidade, ao que todos associamos ao “futebol de rua” e que cada vez mais tem desaparecido do futebol atual.

Por outro lado, a tal irreverência que o carateriza, também pode ter o seu lado negativo, caso seja levada a um extremo e aqui está um ponto que o jogador terá de evoluir. Isto significa, que, por vezes, Luis Díaz agarra-se demasiado à bola, o que lhe faz perder o timing exato de soltar o esférico e desmarcar um colega seu, que em certos momentos pode significar uma oportunidade de golo perdida.

Depois, em tarefas defensivas, no auxílio ao lateral do seu lado, o futebolista tem tendência para sair sempre a jogar, tentando driblar opositores em “terrenos proibidos”, o que não deve deixar nada satisfeito Sérgio Conceição, porque como já dizia o “mestre das subidas”, o grande Vitor Oliveira, “a linha que separa a vitória da derrota é muito ténue” e essa diferença pode ser, sem dúvidas nenhumas, uma finta falhada perto da sua área.

Por fim, Luis Díaz é um dos ativos mais entusiasmantes que o FC Porto tem nos seus quadros e daqueles jogadores que fazem um adepto de futebol ir ao estádio, pelo seu brilhantismo, pela sua técnica, mas acima de tudo, pela sua audácia.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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