O ano de 2019 não tem sorrido ao FC Porto que, neste arranque, já perdeu a Taça da Liga, somou três empates para o campeonato e, mais recentemente, conheceu o sabor da derrota na liga milionária, diante do Roma.

Feitas as contas, o FC Porto não atravessava um momento tão delicado desde a derrota com o Benfica, em outubro.

No mercado de inverno chegaram os reforços, mas enquanto decorre o processo de adaptação, e as coisas não correm bem, a culpa vai sempre para o treinador, que nem sempre toma as decisões mais compreensíveis.

Uma delas é a não utilização de Oliver Torres, que chegou ao FC Porto em 2014/2015, por empréstimo do Atlético de Madrid, numa época em que marcou sete golos em 40 jogos. Uma temporada depois, o espanhol regressou a Portugal e continuou a encantar os adeptos com mais uma época bem conseguida: 39 jogos, com três golos apontados.

Tudo indicava o casamento perfeito entre Oliver e o FC Porto, que acionou o poder de compra, e confirmou a transferência por cerca de 20 milhões. E quando tudo indicava o contrário, começou a falta de espaço e oportunidade do jogador…

Aos 23 anos, o médio é um dos jogadores que tem maior capacidade de fazer a diferença nos dragões. Com uma qualidade impar, o espanhol tem uma visão de jogo que lhe permite descobrir espaços que ninguém tinha visto. Rápido a decidir, não só não perde a bola, como consegue coloca-la, com qualidade, nos colegas da zona dianteira.

A defender também tem correspondido, não perdendo a bola com facilidade, e sem cometer muitas faltas no processo de recuperação. No entanto, para fazer face às qualidades surge o maior defeito do espanhol: o remate. Não só não tem sido certeiro, como nem sempre é a melhor decisão.

Oliver Torres diante do SC Braga, no jogo da primeira volta, em que o FC Porto venceu por 1-0, no Dragão
Fonte: FC Porto

Ainda assim, aquilo que o Oliver falha não é nada comparado com o que dá em campo à equipa. É pequenino, mas, em muitos jogos, leva a equipa ao colo. No entanto, não é uma opção constante para Sérgio Conceição. São poucos os jogos que é titular e quando o é dificilmente faz os 90 minutos. É sempre uma opção para sair. E quando não é titular, é uma opção quase descartada para entrar no decorrer.

Torna-se incompreensível como é que numa equipa como o FC Porto, que ainda não encontrou as armas necessárias para o setor ofensivo, se desperdiça o talento do médio capaz de fazer a diferença em qualquer jogo, a qualquer momento.

 

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

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