Fraco. A rondar o paupérrimo. Se me pedissem um curto comentário às mais recentes exibições do FC Porto (sobretudo nesta última deslocação a Barcelos) seriam estas as palavras que usaria. Se, em solo russo, o resultado conseguiu “abafar”, de certa forma, uma exibição cinzenta da equipa, a surpreendente derrota frente ao Gil Vicente FC, neste último sábado, fez vir tudo à tona: desde o reduzido impacto efetivo dos novos reforços, à exceção, naturalmente, do guardião argentino Marchesín, até às sistemáticas teimosias de Sérgio Conceição (e não, já não consigo apelidá-las de outra coisa).

Comecemos pelo início: frente ao FK Krasnodar, o FC Porto que, a meu ver, partia como claro favorito para esta eliminatória europeia, enfrentou um adversário que, apesar de limitado, partia para este duplo confronto com vantagem no que ao ritmo competitivo diz respeito. Primeira parte dominada pela formação portuguesa, segunda metade de maior equilíbrio que acabou por ser ilustrada por duas principais chances de golo, uma para cada lado.

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Após a vitória na Rússia, o FC Porto caiu com estrondo em Barcelos, onde foi derrotado pela equipa local por 2-1
Fonte: FC Porto

Felizmente para o FC Porto, Marche impediu que a primeira delas atribuísse a vantagem à equipa da casa, permitindo, consequentemente, que Sérgio Oliveira inaugurasse o marcador já muito perto do apito final e, assim, colocasse a formação portuguesa com boas perspetivas para a segunda mão.

No entanto, apesar da euforia intrínseca a qualquer vitória europeia, pessoalmente, encontrava-me relativamente relutante perante a pouca qualidade de jogo apresentada na Rússia: a lentidão com que se efetuavam possíveis contra-ataques, a dependência exagerada do “pontapé para a frente” e a falta de ousadia para rematar de fora de área eram todos fatores que traziam de volta infelizes lembranças de 2018/19; esses fatores voltariam a assombrar a massa adepta portista na primeira jornada do campeonato, desta vez com repercussões efetivas no resultado final.

A derrota em Barcelos deixou à vista debilidades em todos os setores do campo que muitos queriam atirar para debaixo do tapete. Jogadores que muitos apontaram como soluções/opções começam a provar a sua verdadeira valia. Isto, claro, no mau sentido. Nomes? Já os citei inúmeras vezes neste espaço de opinião, portanto não voltarei a enumerá-los (apesar de não ser nada difícil identificá-los). Desta vez, apenas apontarei um nome: Sérgio Conceição.

Foto de capa: Liga Portugal

Revisto por: Jorge Neves

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