Está de volta a festa da Taça. E como há muito não se via, são dois dos três maiores clubes nacionais a enfrentarem-se na magnífica final do Jamor. FC Porto e Sporting CP defrontam-se no final de mais uma longa época. Os dois clubes chegam a esta final com estados de alma bem diferentes.

O Sporting CP, apesar de mais uma época modesta chega bastante moralizado. Devido ao início de época conturbado, as expectativas dos adeptos arrancaram mais baixas e a equipa gozou de uma maior tolerância. O 3º lugar no campeonato era o mais esperado e tudo o que viesse por acréscimo era visto como um bónus. Ora, esse bónus chegou por via das duas taças nacionais. A Taça da Liga já foi conquistada e os comandados de Marcel Kaizer fizeram um percurso bastante meritório na Taça de Portugal, chegando ao Jamor depois de eliminar o maior rival. A época foi de altos e baixos. Depois da conquista da Taça da Liga chegaram a passar lenços brancos por Alvalade mas, no final de contas, o Sporting CP que chega a esta final é o mais confiante de toda a temporada.

Relativamente às possíveis opções do treinador do Sporting CP para a partida deste sábado são praticamente nulas as dúvidas. Deverá subir ao relvado o habitual 4x3x3 com Renan na baliza, Bruno Gaspar, Coates, Mathieu e Acuña na defesa, Gudelj, Wendel e Bruno Fernandes no trio de meio campo e o ataque entregue a Raphinha, Diaby e Luiz Phellype.

A expulsão de Corona no passado sábado é uma dor de cabeça para Sérgio Conceição resolver
Fonte: FC Porto

No que concerne ao FC Porto a história é ligeiramente diferente. Por incrível que possa parecer, uma equipa que lutou pelo campeonato até à última jornada, atingiu os quartos-de-final da Liga dos campeões e logrou a final nas duas taças internas (para além da vitória na Supertaça), chega a este jogo decisivo mais fragilizada. A desilusão pela perda do campeonato depois de ter estado com sete pontos de avanço vai-se sobrepondo a todos os méritos que uma equipa que fez o percurso que o FC Porto fez tem que ter. A pressão dos adeptos sobre a equipa está numa fase de acalmia (depois do episódio em Vila do Conde) mas uma derrota no jogo com o Sporting CP pode voltar a disparar os níveis de frustração. Pela expectativa inicial e pela desilusão mais recente, parece-me que o FC Porto chega à final da Taça de Portugal com mais a perder e com maior responsabilidade.

Anúncio Publicitário

No que diz respeito às opções de Sérgio Conceição, o onze inicial apresentado não deverá fugir muito disto: Fabiano; Militão, Felipe, Pepe e Alex Telles; Danilo, Herrera, Otávio e Brahimi; Marega e Soares.

São, portanto, duas equipas que chegam com algumas baixas (até por via das expulsões do fim-de-semana) mas que apostam tudo, ou quase tudo na final de sábado. Ainda assim, se para o Sporting CP este jogo será quase a cereja no topo de uma época que, dadas as expectativas, acaba por ser positiva, para os adeptos do FC Porto não passará de um mal menor e de um pequeno mimo após a frustração do campeonato.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Artigo anteriorImprevisível. No futebol: apenas mais um dia
Próximo artigo«Esta é a nossa vida, temos de dar tudo e aproveitar a oportunidade» – Entrevista BnR com Diogo Barbosa
Fervoroso adepto do futebol que é, desde o berço, a sua grande paixão. Seja no ecrã de um computador a jogar Football Manager, num sintético a jogar com amigos ou, outrora, como praticante federado ou nos fins-de-semana passados no sofá a ver a Sporttv, anda sempre de braço dado com o desporto rei. Adepto e sócio do FC Porto e presença assídua no Estádio do Dragão. Lá fora sofre, desde tenra idade, pelo FC Barcelona. Guarda, ainda, um carinho muito especial pela Académica de Coimbra, clube do seu pai e da sua terra natal. De entre outros gostos destacam-se o fantástico campeonato norte-americano de basquetebol (NBA) e o circuito mundial de ténis, desporto do qual chegou, também, a ser praticante.                                                                                                                                                 O Bernardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.