opinioesnaomarcamgolos

Já tivemos o pior Porto o ano passado e este ano temos um Porto medíocre. Melhorámos, especialmente por causa da entrada de jogadores de grande qualidade, mas nem tudo mudou.

Paulo Fonseca e Julen Lopetegui têm uma coisa em comum: rotatividade. Com Lopetegui, é uma questão de sistema, é expectável que mude; já com Paulo Fonseca, parecia ser mais uma dúvida, dando sempre a sensação de insegurança. Até agora temos visto essa rotatividade dentro de campo, mas nunca com grandes invenções. As permutações entre Quaresma, Brahimi, Tello e Adrian são constantes, e o mesmo acontece entre Óliver, Rúben Neves, Herrera e Quintero. Nunca há grandes queixas dos adeptos sobre o trio de ataque ou de meio campo, porque em boa verdade eles têm funcionado de forma satisfatória quase sempre. Com Paulo Fonseca, parecia quase nunca funcionar, fruto da tal rotatividade ou vice-versa. É como a eterna questão “Qual o primeiro? O ovo ou a galinha?”. Mas, lá está, a qualidade dos executantes era outra.

À quarta jornada qualificámo-nos para os “oitavos” da Champions e à quinta assegurámos o lugar cimeiro, sempre com rotatividade. Mas não consigo deixar de questionar até que ponto é que Lopetegui irá manter esse princípio de rotação numa altura de “mata-mata”. É que os “oitavos” são outra competição à parte. Não se fazem contas, não se fazem amigos, não se tem prémio de compensação, nem tampouco se leva a bola para casa! Dali para a frente é preciso saber muito bem o que se está a fazer. Paulo Fonseca foi trocando de jogadores e correu mal; apesar das já mencionadas diferenças, acredito que com Lopetegui termine da mesma forma. Só um onze consistente pode dar… consistência! Na rica Europa têm de jogar os melhores, porque para laboratório temos sempre as pobrezinhas competições domésticas. Pessoalmente, gostaria de ver o Ricardo Pereira com oportunidade para jogar, assim como Aboubakar, mas pelo menos fico a saber que, até dentro da rotatividade, há limites.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

Comentários