fc porto cabeçalhoChegou ao FC Porto a título de empréstimo do Watford FC no último dia do mercado de transferências de 2015 para colmatar a saída de Alex Sandro. Na altura, com 27 anos, era um jogador desconhecido e, à primeira vista, sem margem de progressão. Na luta pelo lado esquerdo da defesa portista estavam Aly Cissokho e José Angél. Todos estes fatores resultaram nalguma insatisfação por parte dos adeptos, mas assim que Miguel Layún teve lugar no onze inicial a contestação acabou. Iniciou-se assim o “Reino das Assistências”.

Bastou uma época de dragão ao peito para Layún conquistar o coração dos portistas. Foram 19 assistências e seis golos em 41 jogos. Embora sem conquistar qualquer troféu nessa mesma época, era expectável que os tubarões europeus tentassem adquirir o seu passe por completo ao Watford FC e o jogador não pisasse mais o relvado do Dragão. No entanto, o FC Porto percebeu desde logo a qualidade que o mexicano tinha pelo contributo que deu à equipa e acionou a opção de compra de seis milhões de euros.

Na época 2016/2017, com Nuno Espírito Santo ao comando dos dragões, Layún tinha tudo para fazer mais uma vez uma excelente época – estava totalmente adaptado a Portugal, tinha novamente os seus amigos Jesús Corona e Héctor Herrera no mesmo balneário e tinha um novo companheiro de equipa para disputar o seu lugar, de seu nome Alex Telles. Não demorou muito para que Miguel Layún fosse destronado como “Rei das Assistências” e abandonasse a ala esquerda do onze inicial do FC Porto. Graças à sua polivalência, transformou-se em lateral direito realizando 16 jogos nessa mesma posição. No final da época foram apenas quatro as assistências para golo por parte do mexicano em 25 jogos que disputou.

O seu sucessor, Alex Telles, terminou a época com 20 assistências ultrapassando assim a marca que Miguel Layún deixou no ano anterior.

Layún na segunda época ao serviço dos dragões
Fonte: FC Porto

Após mais um ano sem títulos para os dragões, em 2017/2018 deu-se uma mudança na equipa técnica. Sérgio Conceição embarcou numa missão de levar a equipa da cidade Invicta à conquista do 28.º campeonato. A titularidade de Layún e a sua influência na equipa estavam em decadência e o mexicano acabou por ficar no plantel apenas na primeira metade da época. Em seis meses fez unicamente 14 jogos, maioritariamente como suplente utilizado, e marcou dois golos. Na segunda metade da temporada foi emprestado ao Sevilha FC e fez igualmente dois golos.

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Ainda assim foi chamado por Juan Carlos Osorio, selecionador do México, para se mostrar ao serviço da seleção que tem sido uma das surpresas do Campeonato do Mundo na Rússia. Embora esteja a jogar numa posição que não é habitual (Médio Direito), Layún tem contribuído imenso para o sucesso da equipa azteca.

A verdade é que desde o fim da época do Sevilha até aos dias de hoje muita tinta correu na imprensa portuguesa e internacional sobre Miguel Layún. Muitos dizem que o Sevilha FC vai exercer a opção de compra, outros tantos dizem que Arsenal FC, Olímpico de Marselha e AC Milan estão numa corrida a três e que o jogador vai mesmo sair do FC Porto e ainda há rumores que contradizem todos os outros e afirmam que o jogador vai regressar ao Dragão para ficar tendo em conta a saída de Diogo Dalot e Ricardo Pereira e a falta de competição no lado esquerdo para Alex Telles.

Reintegrar Layún no FC Porto poderá ser excelente para a equipa se o mesmo voltar à forma dos primeiros tempos em solo português. É um jogador com bastante polivalência e demonstra qualidade em todo o terreno de jogo. No entanto há uma vertente financeira que poderá falar mais alto. Layún é um jogador com 30 anos e entra agora na reta final da sua carreira. Se não estiver nos planos de Sérgio Conceição e ficar uma época sem ser utilizado, o seu valor de mercado irá descer a pique. Seria uma boa opção esperar pelo final do Campeonato do Mundo de forma a que jogador estivesse mais valorizado e encaixar alguns milhões com aquele já fora “Rei das Assistências” em terras portuenses?

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira