Após um 2018/19, no geral, dececionante, era altura de arrumar a casa no Estádio do Dragão. Isto porque diversas saídas, muitas das quais de jogadores bastante influentes naquilo que era a estratégia de Sérgio Conceição, ilustraram o período solarengo do universo azul e branco. Honestamente, sempre considerei uma missão muito difícil repor todas as lacunas que haviam sido deixadas no grupo de trabalho, contudo teria de ser adotada uma estratégia de gestão dos estragos, de maneira a minimizar todas estas saídas.

A partir daí, assistimos à chegada de sete reforços: os argentinos Marchesín e Saravia, os colombianos Uribe e Luis Díaz, um “velho conhecido” de seu nome Iván Marcano, uma “paixão antiga” japonesa chamada Nakajima, juntamente com o cabo-verdiano Zé Luís.

Bom, comecemos pela baliza: inicialmente, acreditava que este poderia ser o ano de afirmação de Diogo Costa a defender as nossas redes. Contudo, essa aposta efetiva no jovem português parece ter sido adiada para um futuro próximo após a chegada de Marche à cidade Invicta: um guarda-redes seguríssimo, decisivo e que não acusou a pressão de substituir um nome como Iker Casillas. Mostrou estar em alto nível sempre que foi chamado a intervir, parecendo estar preparado para o desafio.

Quanto ao seu compatriota, Renzo Saravia, pouco mostrou durante os minutos que lhe foram dados pelo treinador, exibindo diversas fragilidades a nível defensivo, sobretudo no jogo frente ao FK Krasnodar. Acredito, sinceramente, que Conceição lhe dará mais oportunidades, inclusivamente no onze inicial, apesar de, por enquanto, não ter demonstrado capacidade para assumir a posição de lateral direito.

Ainda no setor defensivo, Iván Marcano foi “cara nova” na preparação para a época 2019/20. De novo, o central espanhol trouxe mediocridade ao centro da defesa do FC Porto e a certeza de que será preciso um outro nome para substituir devidamente Felipe e/ou Éder Militão.

O colombiano Matheus Uribe, responsável pela difícil tarefa de substituir Hector Herrera, parece entrar que nem uma luva no esquema tático do FC Porto. Apesar de estar há apenas alguns dias em território português, o colombiano parece já ter interiorizado o que Sérgio Conceição pretende dele dando aquando da sua utilização boas réplicas.

Matheus Uribe, juntamente com Luis Díaz, foram duas das contratações realizadas pelo FC Porto em 2019/2020
Fonte: FC Porto

No que diz respeito às posições mais ofensivas, três foram as novidades para o ataque à presente temporada. E, devo admitir, todos têm-me surpreendido positivamente, destacando Zé Luís.

O avançado, que já tinha no currículo passagens por clubes portugueses, vem adicionar uma nova faceta ao ataque do FC Porto, na minha opinião, sendo uma nova solução no jogo aéreo, com técnica, oportunismo e capacidade de decisão. Sem dúvida, o reforço que era necessário para a frente de ataque.

Mas não só de Zé Luís é feito o lote de opções para o setor mais ofensivo do FC Porto: a esse lote, foram adicionados nomes como os de Luís Díaz e de Nakajima. Este último, apesar de ainda não ter tido um número de oportunidades condizente com a sua qualidade, já foi capaz de demonstrar muita personalidade no seu jogo, chamando para si a responsabilidade no jogo da Liga dos Campeões, mostrando-se sempre disponível para receber a bola um pouco mais atrás no terreno e de consigo arrastar a equipa para o ataque. Apesar de ainda pecar um pouco no momento da decisão, poderá vir a ser um elemento muito importante para o que resta da época.

Outro elemento que poderá vir a ganhar protagonismo no Dragão é Luis Díaz. O extremo colombiano surge como um jogador dotado tecnicamente, que consegue desequilibrar toda uma defesa com apenas um movimento. Personalidade em assumir o jogo, em correr em direção à área contrária: um verdadeiro diamante, que, como outros que elogiei anteriormente, terão ainda que ser bem lapidados, com o objetivo de ajudar o FC Porto a reconquistar o campeonato.

Foto de capa: Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

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