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Jogo inicial da sexta jornada, o Moreirense-Porto vem no rescaldo de uma semana complicada para os Dragões e na antecedência de um jogo também complicado para os azuis e brancos frente ao Chelsea. Como tal seria de esperar que Lopetegui mexesse no onze inicial tal como se confirmou. Foram titulares Danilo, Herrera e a surpresa da noite – Osvaldo.Confesso que esperava mexidas na ala mas Lopetegui optou por deixar Brahimi e Corona como titulares, talvez para ganharem rotina juntos.

Moreirense começou pressionante mas depressa o Porto conseguiu tomar conta da bola sempre com André André a pautar e a pensar o jogo. As linhas do Porto continuam afastadas de resto um aspecto que nunca entendi se por filosofia de jogo de Lopetegui ou por achar que a equipa assim fica mais sólida já que os centrais não são muito rápidos nem tecnicistas.

Com linhas afastadas ou não o Porto lá tomou conta do jogo e foi trocando a bola no último terço do campo, obrigando o Moreirense a saídas precipitadas de bola e a faltas. Numa destas faltas Maicon aos 18’ marcou um grande golo de livre coroando o bom inicio de época do central portista. Com o golo os azuis e brancos ganharam espaço para circular a bola no miolo do terreno mas sem fazer grande perigo. À semelhança da maioria dos encontros o Porto controla o jogo mas não cria grande perigo! Aos 25’ alguma emoção no jogo, Osvado recebe e roda bem e remata à baliza se Stefanovic. Primeira grande oportunidade do avançado marcar no campeonato.

Nas alas subsistiu um problema que houve contra o Benfica – Corona pouco prático e algo desaparecido e Brahimi a centralizar demais o jogo ainda que não tanto como no último jogo. A partir da meia hora de jogo o Moreirense equilibra mais o meio-campo e uma má recepção de bola de Herrera foi “brindada” com assobios o que não ajudou ao já intranquilo jogador. Perto do intervalo Brahimi pede a substituição e Varela vai a jogo – não são boas noticias para os portistas. Da primeira parte só falta apontar um bom cabeceamento de Maicon num canto. André André e Maicon foram os mais esclarecidos no primeiro tempo numa equipa que, por mais posse de bola que tenha, continua pouca esclarecida quando se encontra à entrada da área.

A segunda parte começou de forma semelhante à 1.ª mas na primeira jogada de perigo do Moreirense uma boa triangulação deu o empate à equipa de Moreira de Cónegos. Tudo igual no marcador e 40 minutos pela frente. Os Dragões aumentaram a velocidade de jogo e deram profundidade ao seu jogo mas sem criar perigo. Faltava acutilância no ataque e como tal Lopetegui fez entrar Tello aos 58’ substituindo Herrera. Alteração táctica do Porto que passava a jogar com André André mais próximo de Danilo e recuando Corona para terrenos no meio-campo. Arriscava mais o Porto e tentava aproveitar o contra-ataque o Moreirense.

A partir dos 65’ o Porto apoderou-se do meio-campo do Moreirense e aos 68´Corona teve o golo nos pés mas a mancha de Stefanovic evitou o golo. Não havia a referência Aboubakar no ataque mas Osvaldo lutou por ganhar bolas entre os centrais, não recuando tanto no terreno e por isso ficando sujeito às marcações apertadas dos centrais.

André André voltou a brilhar pelo FC Porto Fonte: FC Porto
André André voltou a brilhar pelo FC Porto
Fonte: FC Porto

Depois da retirada de um médio (Herrera) eis outra surpresa do treinador espanhol – sai Marcano (passa a jogar com 3 defesas) e entra Aboubakar. Era o tudo por tudo quando faltavam menos de 15 minutos para os 90’. Tanto jogador no ataque e na grande área deu frutos muito rapidamente: Corona marca dentro da grande área. Faltavam 10 minutos para o final do jogo.

O jogo animou ainda mais e aos 81’ Osvaldo fica a centímetros do golo, golo que merecia pela luta que teve com os centrais adversários. Aos 83 minutos foi a vez de Casillas brilhar com uma boa defesa para canto. Convém lembrar que neste momento o Porto jogava com Danilo a central, André André a médio defensivo e o meio-campo era composto por Corona e Aboubakar.
Subiu de produção o Moreirense e o empate surge aos 87’ com um grande cabeceamento de André Fontes. Já não havia tempo para mais este não era um jogo de sorte para os portistas.

O FC Porto teve bola mas foi inconsequente; faltou profundidade (Brahimi e Corona são dois falsos extremos) e devia ter dilatado a vantagem ainda na primeira parte e ter estado mais coeso na defesa depois do 2-1. Esta falta de coesão vê-se nestes jogos fora quando o adversário também quer ganhar pontos e pressiona a nossa defesa. Fica um sabor amargo deste jogo. É neste tipo de encontros que se ganham e perdem campeonatos.

A Figura:

André André – Continua a ser o mais esclarecido da equipa

O Fora-de-Jogo:

Falta de coesão defensiva – A jogar contra o penúltimo e com 10 minutos para o fim não se pode permitir um golo daqueles. Mais do mesmo fora de casa.

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