O dia 25 de Novembro, vai ficar para sempre marcado na história do FC Porto como um dia triste, faleceu Reinaldo Costa Teles Pinheiro, vítima da pandemia que se instalou por todo o mundo.

O “Chefinho” ou “Tio Teles”, como era carinhosamente apelidado pela comunidade portista, passou uma vida ligada ao clube. Chegou as Dragões com 12 anos como praticante de boxe, foi campeão regional em 1971 e campeão nacional na época 1973/74, na categoria de Pesos Médios. Depois de 17 anos como atleta, pendurou as luvas e assumiu as funções ligadas ao boxe a convite de Pinto da Costa. Em 1982, o atual presidente vence as eleições e convida-o para diretor-adjunto do futebol e, foi aí, que se iniciou uma grande amizade e um legado de conquistas invejável desta histórica dupla.

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Passados três anos, festejavam juntos o primeiro título continental do FC Porto na célebre final de Viena frente ao Bayern de Munique e meio ano depois a Taça Intercontinental diante do Peñarol em Tóquio (Japão).

Ao longo desta caminhada, tornou-se no braço direito do presidente como chefe do Departamento de Futebol, chegando a sentar-se no banco de suplentes com nomes como o de José Maria Pedroto, Bobby Robson e José Mourinho.

Passou também pelo cargo de Diretor do FC Porto, mas foi em 1990 que chegou ao cargo mais importante que desempenhou, o de vice-presidente de Jorge Nuno Pinto da Costa. O seu nome constava também no presente mandato do ainda Presidente dos campeões nacionais.

Reinaldo Teles esteve sempre presente em todas as grandes conquistas do clube, ganhou tudo o que havia para ganhar, tanto a nível nacional como internacional, colecionando também alguns prémios individuais, como o Dragão de Ouro para o dirigente do ano (1989) e o Dragão de Honra em 1998.

Sócio Honorário do clube desde 1994, o “tio Teles” sempre foi uma pessoa discreta e pouco faladora, o que não impediu de se tornar uma figura incontornável e um dos pilares cruciais da harmonia vivida dentro e fora do clube.

Da nossa parte, ficará para sempre um enorme OBRIGADO!

Texto da autoria de Flávio Fernandes

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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