fc porto cabeçalho 2Têm sido notícia nas últimas semanas as várias mudanças na estrutura do futebol do FC Porto. A saída de Antero Henrique foi o mote para várias mexidas, não querendo dizer com isto que Antero era um problema, bem pelo contrário, na minha opinião, fez um extraordinário trabalho ao serviço do FC Porto, foram mais de duas décadas de grande sucesso nos vários cargos que ocupou. Um homem com visão, muito profissional, que ajudou a tornar vários setores do clube mais capazes e profissionais.

Mas a sua saída foi aproveitada para tornar a estrutura mais “Portista”, dando mais protagonismo a pessoas como Fernando Gomes e João Pinto, acreditando eu que estas mudanças foram idealizadas pelo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, que percebeu o que o clube precisava neste preciso momento, de mais cultura de clube junto da equipa.

Sempre defendi, principalmente num clube com as características do FC Porto, que o diretor geral ou desportivo devia ser uma figura de referência do clube. Esta semana o mítico capitão João Pinto foi destacado para essa missão, sendo o diretor adjunto de Luis Gonçalves, passando assim a acompanhar a tempo inteiro a equipa principal do FC Porto. Acredito que será uma mais-valia, ter alguém que respira portismo por todos os poros, que foi como jogador o protótipo de jogador à porto, que conquistou títulos atrás de títulos, ter alguém com estas características junto do plantel só pode ser benéfico.

Fernando Gomes, uma das maiores referências do FC Porto. Fonte: Facebook
Fernando Gomes, uma das maiores referências do FC Porto.
Fonte: Facebook

Outro histórico que abraçou novas funções foi Fernando Gomes, que agora coordena o departamento de scouting. Uma função extremamente importante, principalmente nos clubes “grandes” de Portugal, que não tendo o poderio financeiro dos seus rivais europeus, terão num scouting de qualidade e rigoroso uma arma para poder equilibrar as diferenças existentes. Ter alguém que foi um jogador de altíssimo nível, que também foi capitão do FC Porto, pode muitas vezes ajudar numa escolha mais criteriosa no que respeita a contratações, porque além das características técnicas e táticas de que os jogadores são alvo de avaliação, a questão mental é por vezes fundamental, e isso é mais fácil de avaliar por quem andou lá dentro e sabe o que é vestir a camisola azul e branca.

Conseguir fazer uma mescla entre ex-jogadores que foram referências, com pessoas da área mais académica pode ser uma excelente solução em diversos departamentos do clube. Manter a identidade do clube com a experiência de quem andou dentro das quatro linhas e a sabedoria que dai advém, juntando pessoas da área científica e académica significa conhecimento (experiência), inovação e desenvolvimento.

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Na área da comunicação também existiram mudanças, e acredito que mais aconteceram na estrutura portista, um abanão era preciso, sangue novo, novas ideias, novos métodos eram precisos, e quem comanda não teve medo de mudar.

Um novo rumo para novas conquistas!

 

Texto revisto por: Carlos Valente

 

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É um eterno apaixonado por desporto, tem no futebol a sua maior paixão. Desde muito jovem que se dedica ao estudo e à análise de todas as vertentes futebolísticas. Foi treinador no futebol de formação, e atualmente colabora na área do “scouting". Apaixonado pelo jornalismo desportivo, é adepto do FC Porto e no futebol internacional tem simpatia pelo Barcelona.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.