Shoya Nakajima já foi oficializado como o terceiro reforço do FC Porto para 2019/2020, sossegando o desespero de quem via os dias a passar e um plantel muito desfalcado para compor. O nipónico dispensa apresentações, mas trazemos agora um olhar daquilo que o pequeno mago japonês tem para oferecer, ele que, juntamente com Zé Luís, fecha uma semana bem mais animada do defeso azul e branco.

Os 12,5 milhões de euros que os dragões pagaram ao Al Duhail do Catar, por 40% do passe de Nakajima, é um bom indicador do que se espera do jogador de 24 anos: uma mais-valia essencialmente no plano desportivo, com efeitos imediatos, do que propriamente no plano económico. A evolução que se espera durante a passagem de Nakajima pelo Dragão pode levar a que a SAD, no futuro, invista na aquisição de uma maior percentagem de Shoya, por forma a poder retirar os maiores dividendos económicos de um jogador que promete.

A velocidade e a técnica apuradas não são novidade para ninguém e o estatuto de indiscutível que vem adquirindo na seleção japonesa deixam antever que Nakajima está mais do que preparado para o desafio que será fazer esquecer Brahimi. Já agora, será uma luta muito interessante aquela que o japonês terá de travar com Luís Diaz, Galeno e, eventualmente, Fernando Andrade, pela titularidade do lado esquerdo do ataque azul e branco. Isto, partindo do princípio de que o flanco direito estará reservado para Corona.

Depois de Portimão, Nakajima segue para a Invicta
Fonte: Portimonense SC

As três opções novas que Sérgio Conceição terá para esta época para o lado canhoto do ataque indiciam também a introdução de uma nova variável na forma de jogar azul e branca: mais verticalidade. Isto porque tanto Nakajima, como Galeno e Luís Diaz (tudo aponta para que fique fechado no início da próxima semana) fazem da velocidade e da explosão a arma para debelar as marcações adversárias.

O japonês revela ainda a capacidade de jogar por zonas mais interiores, isto é, partindo da esquerda para a direita, ora para alvejar a baliza contrária, ora para virar o centro de jogo para o flanco contrário. O futebol rendilhado que muitas vezes foi seu apanágio durante a passagem por Portimão (com combinações às mil maravilhas com Tabata ou Paulinho, essencialmente) não deverá ter eco no Dragão, uma vez que não é esse o estilo de jogo que SC preconiza, mas antes um futebol mais vertical e que faz da velocidade a arma preferencial, assim como a pressão alta na procura pela recuperação de bola o mais próximo possível da baliza adversária.

Quanto aos números da carreira, são muito interessantes aqueles que traz de Portimão: 15 golos em 47 jogos, em ano e meio. As boas exibições fizeram o Al Duhail deixar no Algarve a ‘módica’ quantia de 35 milhões. O clima e a realidade do Catar não ajudaram a uma adaptação que Nakajima dispensa agora neste regresso ao país onde mostrou o melhor do seu futebol.

Foto de Capa: Portimonense SC

artigo revisto por: Ana Ferreira

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