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Com raça, alma e determinação, o FC Porto conseguiu esta noite o apuramento para os quartos-de-final da Liga Europa, ao empatar a dois golos no Estádio San Paolo.

Com o título perdido e o apuramento direto para a Liga dos Campeões cada vez mais difícil, a Liga Europa aparecia esta noite como a tábua de salvação da época azul e branca. A tarefa não se adivinha ainda assim fácil, pois, apesar da vantagem de 1-0 trazida da primeira mão, os portistas defrontavam o Nápoles com muitas ausências na sua defesa: Hélton, Abdoulaye, Maicon e Alex Sandro não entravam nas contas de Luís Castro, que teve de improvisar, colocando Ricardo à esquerda e Reyes a jogar ao lado de Mangala. E não, não pense que me esqueci de Fabiano Freitas. Optei por colocá-lo em posição de destaque pois não chegam adjectivos para qualificar a exibição do brasileiro esta noite. A equipa napolitana entrou forte na partida, e, logo aos três minutos, Mertens ameaçou a baliza portista. Com uma pressão muito forte em todos os sectores do terreno, o Nápoles ia asfixiando o FC Porto, que ia tentando acalmar o jogo como podia, apesar de raramente incomodar Reina. Aos 21 minutos, e depois de algumas ameaças, Goran Pandev fez o golo do empate na eliminatória para o Nápoles, ao aproveitar um passe a rasgar de Gonzalo Higuaín.  Até ao final do primeiro tempo, os portistas tentaram pegar na partida e traçar o seu próprio destino, mas esbarraram sempre numa defensiva bem montada por Rafael Benítez.

Na segunda parte, o filme repetiu-se. O Nápoles, com a eliminatória empatada, voltou a entrar bem e a dominar o jogo. Perante várias ameaças, Fabiano começava a rubricar uma exibição de sonho. O FC Porto não conseguia controlar as investidas italianas e apenas num cabeceamento de Carlos Eduardo o perigo rondou a baliza de Reina.

Com tudo empatado na eliminatória, Luís Castro decidiu trocar Carlos Eduardo por Josué e Varela por Ghilas e… não poderia ter tido melhor resposta. Aos 69 minutos, após excelente assistência de Fernando, Ghilas empatou o jogo e calou o San Paolo. Com o 1-1 no marcador, o FC Porto estava com tudo no bolso. O golo abalou a equipa napolitana e, sete minutos depois, Ricardo Quaresma tirou um verdadeiro coelho da cartola e, com um forte remate de pé esquerdo que não deu qualquer hipótese ao guarda-redes Pepe Reina, fez um golaço. O FC Porto tinha dado a volta no resultado e os quartos-de-final estavam a pouco mais de 15 minutos de distância.

Esta é uma vitória dedicada a Helton. Fonte: Esportes.r7.com
Esta é uma vitória dedicada a Hélton
Fonte: Esportes.r7.com

Antes do final da partida, quando já só se esperava pelo apito final, o Nápoles ainda empatou aos 92 minutos por Dúvan Zapata. Pouco depois, o apito final de Martin Atkinson fez despoletar a alegria azul e branca pelo apuramento para os quartos-de-final. Com garra, determinação e uma exibição “à Porto”, os portistas escreveram o seu próprio destino e saíram de Nápoles com o sonho de voltar a vencer a Liga Europa bem vivo. Pelo que fizeram hoje, merecem sonhar. E tudo com um destinatário: para ti, capitão!

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