Começava a época e vários nomes deixavam dúvidas aos adeptos portistas. Um deles era o de Moussa Marega! A primeira passagem de dragão ao peito não havia sido muito feliz para o avançado maliano e poucos seriam os que acreditavam que este ano seria diferente. Até que “Tiquinho” Soares se lesionou, logo no arranque da prova, e Sérgio Conceição o lançou. E depois disso foi sempre: “mete o Marega”!

Pode dizer-se que Marega foi ouro sobre azul na estratégia pensada por Sérgio Conceição para este FC Porto. É um facto que não foi uma primeira opção e para atestar isso basta recuarmos à tarde de 9 de Agosto, em que o Dragão acolheu o jogo inaugural da equipa no campeonato. Na frente, Soares e Aboubakar. Ainda assim, a força das circunstâncias levou a que assumisse o protagonismo nessa mesma partida. Saltou do banco para render o brasileiro e foi mesmo o autor do primeiro golo do encontro. Depois disso, ainda bisou. Mas não foi nesse momento que conquistou a massa adepta, que conseguiu merecer a confiança e aplausos dos portistas. Certo sim é que esse foi o ponto de partida para a “redenção”.

Soube assumir o seu lugar e fazer das suas principais características armas de combate numa equipa em construção, uma equipa de ataque e de olhos sempre postos na baliza adversária. Ao falarmos de Marega é impossível não falarmos de força. A força que faz mover o ataque azul e branco, ainda que sem ser aliada a qualidade técnica. Por muito que hoje seja um dos mais aclamados do plantel, todos lhe sabem reconhecer limitações a esse nível, a falta de capacidade para ser brilhante e fazer magia com os pés. O que é certo é que faz magia à sua maneira. É o principal marcador da equipa, contando até ao momento com 20 golos marcados, e está no top 5 dos mais utilizados esta época por Sérgio Conceição, somando 2077 minutos.

Marega foi um dos nomes que passou pelo boletim clínico da equipa e que fez falta nos jogos que falhou
Fonte: FC Porto

Depois de o vermos numa dupla de sucesso protagonizada com Aboubakar, vimos nascer outra aquando da lesão do camaronês, desta vez com “Tiquinho” Soares. Com os dois juntos na frente as vitórias eram goleadas. E se hoje, a quatro jornadas do final, olharmos para os pontos perdidos pelo FC Porto, para as duas derrotas que registou e nas quais não marcou qualquer golo, percebemos o elemento em comum: a falta de Marega. A falta da força e velocidade na frente, a força e velocidade capazes de desequilibrar nas transições ofensivas e deixar para trás qualquer defesa. E a uns dias do “clássico” na Luz, tudo o que se pedia era Marega.

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Hoje, depois da eliminação na Taça de Portugal e no rescaldo de outro objectivo falhado, muitos perguntam pelo maliano e questionam o porquê de não ter sido opção. Porque, mais uma vez, “no Marega, no party”. A quatro jornadas do fim, e com o regresso à liderança do campeonato, parece certo que Sérgio Conceição quis poupar o avançado, provavelmente ainda não recuperado a 100%, para não colocar em causa a sua condição física e poder contar com ele nessas partidas. E assim todos o devem esperar. Por muito inacreditável que isto pudesse ser no início da competição, é certo que Marega será um dos nomes da época do FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves