Após uma derrota em casa frente ao SC Braga que deixou o campeonato a milhas de distância, o foco portista encontra-se, curiosamente, de novo voltado para a cidade dos arcebispos, local onde irá disputar a fase final da mais recente prova no calendário futebolístico nacional.

Mais recente ainda será este novo formato da prova, ao qual o FC Porto é tudo menos estranho, visto ter marcado presença em três das quatro edições disputadas no formato final-four.

E, se, por um lado, não é estranho relativamente a presenças, o mesmo não pode ser dito em relação a conquistas. Isto porque as doze edições anteriores do torneio já viram o seu troféu ser levantado por cinco equipas diferentes, nenhuma delas sendo o FC Porto.

Tal facto tem, indiscutivelmente, de ser encarado como negativo, não só pela estabilidade e “decência” que a Taça da Liga adquiriu nos últimos anos, como também por ser a única competição que impede que o museu do Dragão esteja efetivamente completo.

Sérgio Conceição, enquanto treinador do FC Porto, nunca falhou uma final-four da Taça da Liga
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Em Braga, durante esta semana, estarão também, juntamente com os portistas, Vitória SC, Sporting CP e SC Braga, sendo que a final de sábado colocará frente a frente os vencedores que saírem dos jogos de terça e de quarta-feira.

Se olharmos a favoritismos, parece-me claro que, no papel, o favoritismo cai, com alguma naturalidade, para o lado do FC Porto; contudo, todos os eventos recentes surgem como um lembrete para a turma de Sérgio Conceição.

Um lembrete de que, frente a equipas como aquelas presentes nesta final-four, exibições fracas (como aquelas que têm sido recorrentes nos jogos do FC Porto) não bastarão para ser coroado como campeão de inverno.

E, se tal não acontecer, será mais um objetivo para 2019/20 que não será alcançado. Após o desaire na Champions e do quase adeus ao campeonato, a conquista de ambas as taças nacionais surge como algo obrigatório para minimizar danos. Minimizar, porque encobri-los é impossível.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

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