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Antes de começar a percorrer as linhas deste texto, aqui fica o aviso, caro leitor: sou um fã ávido da Taça de Portugal. Por tudo aquilo que representa, mesmo que não tenha o encanto de outros tempos já há muito idos, continua a ser, no meu imaginário (e sei que no de muitos mais), a prova-rainha, a fonte das maiores surpresas e dos heróis inesperados. Vamos avançar?

Falando de coisas sérias: o FC Porto inicia a campanha deste ano na Póvoa de Varzim, cidade de futebol, e de tardes históricas. É ou não é o Varzim um dos clubes mais badalados e respeitados da esfera futebolística lusa? Teste de dificuldade média-baixa para os pupilos de Lopetegui, que vão defrontar um clube recém-promovido ao segundo escalão do nosso futebol, mas que vai entrar em campo cheio (não, repleto!) de “ganas”. Ou não fosse o visitante um rival histórico.

Oportunidade para o técnico basco dar minutos a nomes menos utilizados? Sim. E, acima de tudo, dar descanso aos mais rodados. A semana foi de seleções, e alguns passaram-na do outro lado do globo. O cansaço é inimigo certo, e, por muito que Lopetegui diga que “os jogadores estão prontos para jogar a qualquer momento”, sabemos que em termos práticos nem sempre funciona assim.

Conhecendo a convocatória, deteto imediatamente pecado capital – Sérgio Oliveira não integra a comitiva. Ora pois, que lógica tem? Logo numa altura em que tão elogiada tem sido a política de aposta pouco receosa nos jovens valores e afirmação, consumada ou iminente, dos próprios… O médio ex-Paços de Ferreira foi formado no Dragão e é de qualidade comprovada, conforme se viu no último Europeu de sub-21. Maturidade acima da média, noção tática e remate. Não vai jogar contra os poveiros. Outra oportunidade surgirá? Assim espero.

Sérgio Oliveira (à direita) não foi convocado e terá de esperar por nova oportunidade Fonte: Página do Facebook de Sérgio Oliveira
Sérgio Oliveira (à direita) não foi convocado e terá de esperar por nova oportunidade
Fonte: Página do Facebook de Sérgio Oliveira

Valerá ver Helton de regresso à baliza; é sempre um misto de saudosismo e garantia de qualidade ver o capitão entre os postes. Cissokho quererá agarrar segunda oportunidade depois de desastrada exibição nos Barreiros, já em agosto. Herrera e Varela voltarão com novo fôlego? E Bueno, que tempo de amostra teremos desta vez para avaliar o espanhol?

Importantíssimo: assegurar a concentração e consolidar processos de jogo. Se a vitória tem de ser uma certeza, pelo menos que venha acompanhada de laivos de brilhantismo, mesmo que o entrosamento seja pouco. O adversário é mais fraco, mas não há tempo para adormercer. “Nesta competição não há segunda vez”, disse o mister. E é para ganhá-la. No Jamor!

Uma nota final para a partida de terça-feira, já mais exigente, ou não fosse de Liga dos Campeões. FC Porto claramente mais valoroso a nível individual e coletivo, mas recomenda-se cautela frente a um Maccabi matreiro. Um avançado de tarimba internacional, bem conhecido de muitos portugueses (eles sabem quem são), Eran Zahavi. O experiente, mas duro de rins, Tal Bem Haim na defesa, e o homónimo na ala. Mas quem vence o Chelsea e empata em Kiev tem obrigação de vencer estes israelitas no covil do Dragão. Assim como à beira-mar, já amanhã. É a festa da(s) Taça(s)!

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

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