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Após a conquista do tão aguardado título de campeão nacional, o FC Porto assistiu a uma “destruição massiva” no seu setor mais recuado: Iván Marcano e Diego Reyes, ambos a custo zero, juntamente com Ricardo Pereira e Diogo Dalot, abandonaram a cidade Invicta no verão passado, deixando nas mãos de Sérgio Conceição um verdadeiro quebra-cabeças: como montar a defesa portista para a nova época? De entre os nomes que iam sendo equacionados para ocupar as posições defensivas, Diogo Leite era, indiscutivelmente, um dos nomes que mais entusiasmavam os portistas. Mas, agora que paramos para pensar, onde será que anda Diogo Leite?

Depois de mais uma conquista do “campeonato das equipas B”, Diogo Leite começava a sentir os “holofotes” virados na sua direção e não era para menos, visto que este jovem carregava a pesadíssima herança de Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Fernando Couto, entre tantos outros. As expetativas não poderiam estar mais altas: após a performance na equipa B (que incluía a vitória na Premier League International Cup e a excelente campanha na Youth League), os adeptos já tinham sentido o “gostinho”, porém ainda faltava o derradeiro teste: a equipa principal.

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Começavam as primeiras semanas de trabalho no Olival: sem qualquer espanto, Diogo Leite integrava “os escolhidos” de Conceição na preparação para a Supertaça. E, após as experiências de pré-época, a porta encontrava-se escancarada para o jovem português: Marcano e Reyes já não contavam, Mbemba lesionado e não havia sinais de Militão (cenário ideal, portanto).

Diogo Leite estreou-se a marcar na equipa principal no Jamor, frente ao Belenenses
Fonte: FC Porto

Estreou-se na equipa principal com a conquista da Supertaça frente ao Aves e, na sua segunda aparição oficial, um “show de bola” frente ao GD Chaves. Contudo, depois do Jamor, depois daquele jogo apagado, depois daquela vitória “suada” dos “dragões”, o trajeto de Diogo Leite sofreu um drástico “desvio”. Não pelo pénalti cometido, não por ser demasiado jovem, não pelo excesso de golos sofridos (quer frente a Belenenses, quer frente a Vitória SC), mas sim pelo aglomerado de tudo: talvez o Diogo estivesse apenas no lugar errado à hora errada. Certo é que, após a tão antecipada vinda de Éder Militão, Diogo Leite começou a desaparecer dos “olhares” do público: a eficácia, a rapidez e, acima de tudo, as clean sheets que o brasileiro trouxe foram como que uma varinha de condão que fez com que o português desaparecesse da equipa principal.

Objetivamente, esta alteração não é sequer contestada pelo mais crítico dos adeptos, até porque os números falam por si: Sérgio Conceição fez alinhar no onze inicial o “miúdo” em cinco ocasiões: nas vitórias frente a Aves (3-1), Chaves (5-0) e Belenenses (2-3), no empate para a jornada inaugural da Taça da Liga, frente ao Chaves, no Dragão (1-1) e na derrota caseira frente “aos de Guimarães” (2-3), sendo que estes jogos compuseram um dos piores arranques do FC Porto a nível defensivo no campeonato, bem como uma percentagem de vitórias de apenas 60%; sem Diogo Leite, o FC Porto apresentou resultados defensivos, bem como coletivos, inequivocamente melhores, sofrendo apenas 6 golos em 12 jogos (sendo que em 7 desses encontros, a baliza dos “azuis e brancos” manteve-se inviolada), sendo que não venceu apenas o Schalke 04, na Alemanha, e o SL Benfica, na Luz (logo, a percentagem de vitórias situa-se nos 83%).

Assim sendo, apesar de me “magoar” imenso ver um jovem como o Diogo Leite “encostado”, há que ressaltar que o FC Porto apresentou resultados de todo superiores após a saída do central português. Então, sinto-me na “obrigação” de apenas aceitar tal “desaparecimento”, desejando, porém, o surgimento de novas oportunidades para o “nosso miúdo”.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

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