Embora fosse uma realidade até positiva, não deve ser implementada no nosso campeonato a regra das cinco substituições por equipa em cada jogo. No entanto, se tal acontecesse, Portugal não seria pioneiro nesta opção, visto que muitos campeonatos europeus vão optar por este aumento de duas substituições para proteger os jogadores.

Numa altura em que estava quase certo esta ideia para a Liga, aparece Carlos Pereira, presidente do CS Marítimo, a recusar tal opção. A partir daí, tudo pode ter caído por terra devido a esta “infeliz oposição”, como classificou a Liga.

Independentemente disto, vamos analisar o impacto que estas cinco substituições teriam para o FC Porto.

Na minha opinião, este aumento de jogadores a serem substituídos iria significar para os portistas aquilo que se pode chamar de “o jogo das oportunidades”. Como o próprio nome indica, iríamos ver um final de campeonato em que muitos jogadores do FC Porto poderiam ter mais oportunidades, até porque o banco de suplentes (no seu sentido mais simbólico há medidas de segurança a cumprir) poderia ter mais dois jogadores, perfazendo um total de nove.

Esta medida iria permitir um maior refresh em todas as equipas e evitar lesões em jogadores que nunca na sua carreira tinham estado tanto tempo sem competir. Logo, seria muito difícil para todos aguentarem 90 minutos a alta intensidade.

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Se me permitem, esta ideia até poderia provar quem é que de facto tem o maior plantel (em termos quantitativos e qualitativos). Iríamos ver as diferentes soluções dos clubes para concluir se realmente existia alguém num nível muito superior aos outros.

Este jogo das oportunidades (que foi um autêntico “quase”) seria uma porta para tantos jogadores do FC Porto… Mas quais seriam?

Sabemos que Sérgio Conceição não é um treinador fácil e que nenhum jogador joga por ser mais bonito ou feio, logo teria de haver uma luta titânica para preencher os nove lugares do banco e para fazer parte do lote dos cinco a entrar.

Tendo em conta tudo o que se tem visto do panorama azul e branco, esta luta pela oportunidade poderia envolver jogadores jovens da formação (e esses são jovens irreverentes, imparáveis e que respiram a mística do clube), como Fábio Silva, Romário Baró, Tomás Esteves, Vitinha, Diogo Leite, João Mário, Fábio Vieira.Também Aboubakar poderia voltar a reaparecer e mostrar finalmente que pode ser útil para a equipa.

Quem sabe se Loum poderia voltar a cair na graça do treinador depois de ter desaparecido numa fase em que era titular da equipa. Já Uribe, podia finalmente provar que realmente é um jogador de topo colombiano.

Para concluir esta lista, iria colocar Nakajima, que podia afirmar-se de vez com a camisola azul e branca, uma vez que, quando foi chamado para substituir Luis Díaz, o extremo nipónico não correspondeu da melhor maneira.

Não vai ser nada fácil voltar a uma competição nestes moldes, ainda por cima com a grande possibilidade de cancelamento das cinco substituições que beneficiaria os jogadores. Mas há interesses que se sobrepõem e muitas vezes isso é o mau do futebol!

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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O João estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. A sua grande paixão é sem dúvida o jornalismo desportivo, sendo que para ele tudo o que seja um bom jogo de futebol é bem-vindo. Pode-se dizer que esta sua paixão surgiu desde que começou a perceber que o mundo do futebol é muito mais que uma bola a passear na relva. Apesar de estar distante do clube do seu coração, procura ao máximo não perder nenhuma novidade da cidade invicta e do futebol em geral.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.