Após um fim de semana em que a agenda do futebol português foi preenchida pelos jogos da Taça de Portugal, temos agora a jornada europeia, onde o FC Porto entrará em ação, na Suíça, para defrontar o Berner Sport Club Young Boys. Este desafio contará para a quarta jornada da Liga Europa do grupo H, que terá como palco o estádio Stade de Suisse, pelas 17:55, sob a supervisão do húngaro Tamás Bognar.

A equipa orientada por Sérgio Conceição terá de encarar esta partida como decisiva, já que se encontra numa situação complicada, visto que ocupa, atualmente, o último lugar do grupo e por isso está virtualmente fora da zona de qualificação para a fase seguinte. Um cenário totalmente improvável à data do sorteio, dado que os dragões eram e são vistos como favoritos ao primeiro lugar da tabela. Todavia, os azuis e brancos não estão a conseguir traduzir na prática o que todos perspetivavam na teoria e já somam dois desaires fora, o primeiro na Holanda contra o Feyenoord Rotterdam e o segundo no terreno do The Rangers FC, além de registar um empate, com os escoceses, e uma vitória, precisamente frente aos helvéticos, dentro de portas.

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Por este cenário descrito, pode-se afirmar que o FC Porto discute aqui o seu futuro nas competições europeias e mais um resultado negativo pode deixar o emblema nortenho pelo caminho. A comitiva portuguesa vai à Suíça com algumas dúvidas na “bagagem”, dado que alguns jogadores vão-se encontrar até ao apito final em dúvida, como é o caso de Pepe, que pode atingir a marca dos 700 jogos na carreira, ou de Zé Luís. Assim como, há a indefinição da manutenção de alguns no onze inicial, como é a situação de Loum ou de Fábio Silva, que já vai em dois jogos seguidos a titular.

O FC Porto venceu o BSC Young Boys no Dragão, na primeira volta, por duas bolas a uma
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Agora, é o momento de analisar um pouco como o FC Porto se poderá apresentar no Stade de Suisse, já que há mais dúvidas existentes do que aquelas evidenciadas anteriormente. A primeira começa logo na baliza, uma vez que Diogo Costa tem assumido o posto com a devida segurança e até então ainda não foi sentida a falta de Marchesín, que desde a famosa festa está afastado das opções iniciais.

No eixo defensivo Mbemba deverá manter a confiança do seu treinador, quer no centro ou até na direita, se Sérgio Conceição quiser mais eficácia na transição defensiva pelas alas, e o grande ponto de interrogação neste setor será o regresso ou não de Pepe. Já no meio campo, acredita-se que Loum seguirá na formação inicial, pois tem surpreendido e continuado a corresponder às expetativas lançadas sobre ele. Nas alas, Corona deve manter a titularidade, e a grande dúvida recairá sobre como o FC Porto se apresentará na frente, ou seja, ou com dois jogadores encostados à linha e com duas referências na frente de ataque, ou então com um homem mais no apoio à dupla do meio campo e depois com um tridente ofensivo.

Desta forma, Luís Diaz é uma opção a considerar para que os azuis e brancos consigam mais objetividade na sua produção ofensiva. Por outro lado, Otávio poderá a realizar o papel de “intermediário” entre o meio-campo e a zona mais adiantada, o que permitirá ao FC Porto não perder tanto o equilíbrio no momento da perda da bola, assim como uma outra dinâmica e variabilidade que mais ninguém consegue dar ao jogo da equipa de Sérgio Conceição, salva exceção de Romário Baró.

Assim, o FC Porto jogará amanhã uma cartada decisiva na Europa, num jogo que pode ditar o adeus à competição. Com isto, o pensamento é o mesmo de sempre, a vitória, mas desta vez com uma ênfase mais reforçado.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Diogo Teixeira