fc porto cabeçalhoPode-se dizer que o jogo começou mal desde logo. Do lado do Braga, aos dois minutos de jogo, Aderlan lesionou-se numa dividida com Gonçalo Paciência. Do lado do Porto, aos 5’, Adrián precisa de assistência por uma lesão muscular.

Segue o jogo com 10 para 10 e, aos 8’ de jogo, saem as primeiras substituições: do lado do Braga, sai o lesionado Aderlan para entrada de André Pinto e, do lado do Porto, sai o também lesionado Adrián para entrada de Cristian Tello.

O nervosismo era visível, com o Porto a cometer muitos erros.

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No primeiro quarto de hora, o Braga cria perigo duas vezes, obrigando à intervenção do guarda redes Helton.

Aos 23’, Ricardo Pereira cruza da direita e Gonçalo Paciência cai na área numa disputa com Sasso. Sai o cartão amarelo para Sasso e grande penalidade para o Porto, convertida por Evandro.

Pouco depois, Diego Reyes vê dois amarelos num intervalo de sete minutos. Primeiro numa falta sobre Alan e, depois, à entrada da área num derrube a Zé Luís.

Minutos depois, Sasso fez uma falta idêntica à que deu a Reyes o segundo amarelo, mas Cosme Machado não manteve o mesmo critério.

Num jogo já com os ânimos aquecidos, Cosme Machado, aos 40’, considera que Evandro agrediu Pedro Santos e mostra-lhe o vermelho direto. Os jogadores do Porto muito revoltados e Campaña viu o amarelo.

Já depois do apito final da primeira parte, ainda com Cosme Machado no relvado, Antero Henrique protestou efusivamente e acabou por ser também expulso.

Uma primeira parte atribulada; o Porto joga com 9 e ganha com um golo de grande penalidade. A cada minuto aumentava a contestação ao árbitro.

Num lance idêntico ao que deu o golo do Porto, surge o empate. Falta de Martins Indi sobre Zé Luís dá grande penalidade convertida por Alan.

A 38’ do fim, o Porto sentiu na pele a desvantagem numérica que permitiu uma exibição memorável de Helton que negou o golo a Rafa aos 79’, a Éder aos 82’, a Rafa aos 87’, a Alan aos 89’ e a Éder aos 90+2’.
Apesar da desvantagem numérica, os dragões dispuseram de duas grandes oportunidades para fazerem o golo da vitória.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Não impressiona o resultado, não impressionam as estatísticas, mas impressionou a garra e a vontade de vencer.

Num jogo com uma arbitragem não tão justa, a equipa portista mostrou-se guerreira como poucas.

Desde muito cedo em desvantagem numérica, a lutar contra tudo e contra todos, esta equipa mostrou uma garra e vontade de conquistar dificilmente equiparadas. Uma das melhores exibições de Helton, que impediu a equipa portista de afundar.

É, na história recente, dos jogos que, apesar de todo o nervosismo, mais prazer me deu ver. Das últimas vezes que vi uma equipa realmente jogar “à Porto” e dar tudo por tudo até à última gota de suor.

Facilmente podia falar de uma das vitórias mais memoráveis, tantas as há, mas pareceu-me mais adequado relembrar uma das quedas que merecem ser dadas de cabeça erguida. Todos os jogadores em campo deram tudo aquilo que tinham para dar, não se refletiu no resultado, nem sequer nas estatísticas, mas refletiu-se em campo.

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Foto de Capa: FC Porto