A receita argentina manteve-se a mesma durante 5 anos até 2009/2010. O chef continuava o seu “safari” e no saco trazia mais argentinos de qualidade. Chegaram Mariano Gonzalez, Ernesto Farías e Fernando Belluschi, que apesar de não serem tão preponderantes como os compatriotas Lucho e Lisandro, cumpriram o seu papel e ajudaram o Porto a alcançar o tetracampeonato. Apesar da saída de Lucho e de Lisandro, os argentinos continuavam a chegar. No entanto, o chef começou a desleixar-se pensando que tinha a receita infalível para os títulos e o plantel começou a saturar na quantidade de jogadores argentinos e a faltar a qualidade dos mesmos. Chegaram ao Porto jogadores “com defeito”, tais como Nelson Benitez, Lucas Mareque, Diego Valeri, Prediger, Tomás Costa e Bolatti, muito aquém do que os seus anteriores compatriotas prometeram e como consequência deste desleixe, o Porto viria a perder o título nacional em 2009/2010 novamente para o SL Benfica.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Estava na hora do chef fazer algo e como tal decidiu aperfeiçoar a receita. Voltou a fazer as malas e continuou o “safari” pela América do Sul à procura de novas fornadas num novo país. Colômbia, foi a escolha do chef. Uma fornada quase perfeita e com muito menos defeitos e menos erros de casting do que a argentina.

A primeira aposta foi Falcão, que ao preterir a transferência para os rivais encarnados, ganhou logo a adoração dos adeptos portistas. ‘El Tigre’ viria a tornar-se o homem golo dos azuis e brancos com uns incríveis 72 golos em 87 jogos. Seguiram-se Freddy Guarin um médio dominador, célebre pelos seus remates do meio da rua e James Rodriguez, na altura jovem promessa e hoje em dia estrela da sua seleção. Era fantástico ver este trio em campo e uma das mais conhecidas demonstrações de entendimento perfeito entre eles, foi na final da Liga Europa com a assistência milimétrica de Guarin para o golo da vitória de Falcão.
Com a perda da galinha dos ovos de ouro (Falcão), chega Jackson Martinez com a árdua tarefa de substituir o compatriota adorado pelos portistas. Chegou, viu e cumpriu. E até hoje é discutível sobre qual dos dois terá sido o melhor de dragão ao peito.

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O Nélson é estudante de Ciências da Comunicação. Jogou futebol de formação e chegou até a ter uma breve passagem pelos quadros do grande Futebol Clube do Porto. Foi através das longas palestras do seu pai sobre como posicionar-se dentro de campo que se interessou pela parte técnica e tática do desporto rei. Numa fase da sua vida, sonhou ser treinador de futebol e, apesar de ainda ter esse bichinho presente, a verdade é que não arriscou e preferiu focar-se no seu curso. Partilhando o gosto pelo futebol com o da escrita, tem agora a oportunidade de conciliar ambas as paixões e tentar alcançar o seu sonho de trabalhar profissionalmente como Jornalista Desportivo.                                                                                                                                                 O Nélson escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.