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Na lembrança dos portistas de hoje em dia existe um brasileiro que ninguém esquece: Hélton. A verdade é que antes de Hélton existiu outro canarinho a marcar a história do FCP. O seu nome é Aloísio.

O mítico central brasileiro chegou às Antas vindo do colosso Barcelona, para render o internacional belga Stéphane Demol que saiu para o Toulouse. O brasileiro integrou um plantel que tinha Jorge Costa e Fernando Couto como jovens promissores e Geraldão, João Pinto e Branco como referências defensivas. Com 27 anos de idade, maturidade e qualidade a começar a atingir o equilíbrio perfeito, impôs-se e durante quase dez anos a questão seria quem fazia dupla com ele.

Há que lembrar que entre 1990 e 2000 surgiram no FC Porto alguns dos melhores centrais da história do futebol português. Mas Aloísio era irrepreensível, emanava classe dentro e fora de campo, tinha uma capacidade de fazer cortes de carrinho que rivalizava com os melhores do mundo, era imperial no jogo aéreo, apesar do seu 1.85m, tinha uma capacidade de marcação que desesperava senhores como Rui Águas ou Cadete. Aloísio era sinónimo de muralha. Era uma muralha feita de classe, calma e capacidade técnica e tática irrepreensível. Além disso não era lento e era forte fisicamente.

Aloísio era o Ricardo Carvalho da equipa do penta, aquele central limpo que cortava quase todas as bolas usando o seu posicionamento e capacidade de antecipação excelentes. Com o brasileiro no centro da defesa, o FC Porto ganhou 7 campeonatos, 7 Supertaças e 5 Taças de Portugal. A importância de Aloísio foi tanta que ele foi o jogador que mais jogos cumpriu com a camisola do FC Porto durante o período do Pentacampeonato: 149 jogos. Infelizmente, nunca se conseguiu impor na seleção brasileira, contando apenas com 6 internacionalizações A.

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Aloísio uma lenda do FC Porto Fonte: FC Porto
Aloísio uma lenda do FC Porto
Fonte: FC Porto

O brasileiro acabou a carreira aos 37 anos, a sua última época foi a de 2000/2001, tendo jogado 36 jogos e marcado 2 golos pelo FC Porto na mesma. Aloísio pode não ter estado nas nossas conquistas internacionais, mas é o terceiro jogador que disputou mais jogos pelo clube, só sendo batido por Vítor Baia e João Pinto, e é o estrangeiro que mais jogos disputou com a camisola do clube: 474.

É nosso dever como portistas manter a memória dele bem viva e nunca deixar os adeptos de futebol esquecerem-se do melhor central estrangeiro que já vestiu a camisola do FC Porto e de um dos melhores profissionais que já passaram pelo FC Porto.

Obrigado, Aloísio! Sou-te eternamente grato pelo que fizeste pelo meu FC Porto e é com muito prazer que escrevo este texto que marca a tua eleição para o melhor onze de sempre do FC Porto feito pela redação do Bola na Rede.

Foto de Capa: SouPortista