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O melhor onze de sempre do FC Porto: Deco

Francisco Sampaio · 3 min

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Magia, magia, e mais magia: Anderson Luís de Souza, mais conhecido no mundo do futebol por Deco, marcou uma época no FC Porto e, bem pode dizer-se, no futebol português. Nascido em São Bernardo do Campo (SP), no Brasil, Deco obteve a dupla nacionalidade em 2002, ano a partir do qual passou a poder alinhar pela seleção portuguesa de futebol. Afinal, foi em Portugal que o percurso do “Mágico” ao mais alto nível se iniciou, primeiro no FC Alverca e depois no SC Salgueiros. O seu ponto alto em terras lusas foi atingido no FC Porto, clube ao serviço do qual Deco fez 229 jogos (entre 1998 e 2004) e apontou 48 golos.

Foi de dragão ao peito que Deco começou a brilhar e a despertar cobiça na Europa do futebol. Conquistou três Ligas Portuguesas, três Taças de Portugal, duas Supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça UEFA e, a cereja no topo do bolo, uma Liga dos Campeões. Foi nessa época de 2003/04, a última do “Mágico” em Portugal, que Deco ascendeu ao topo do futebol europeu com a conquista dos prémios de Melhor Médio e de Melhor Jogador na Europa atribuídos pela UEFA. Estava nas bocas do mundo do futebol um jogador que foi, sem margem para dúvidas, um dos melhores de sempre a pisar os relvados portugueses.

Em Deco, tudo era magia: a sua criatividade parecia inesgotável e a sua qualidade técnica era absolutamente primorosa. Assim, o médio ofensivo conseguia pensar e executar com a mesma qualidade (e que qualidade!), caraterística rara mesmo entre os melhores. Porém, quando chegou ao FC Porto, Deco era “apenas” isto. Até que chegou José Mourinho! Aí, à criatividade e à qualidade técnica aliaram-se duas caraterísticas que catapultaram Deco para o FC Barcelona: a agressividade e o rigor posicional.

A sua primeira Liga dos Campeões  Fonte: Facebook oficial Deco
A sua primeira Liga dos Campeões
Fonte: Facebook oficial Deco

Já em Barcelona, Deco esteve durante quatro épocas ao serviço dos blaugrana, clube no qual alinhou numa extraordinária equipa onde pontificavam nomes como os de Carles Puyol, Xavi, Andrés Iniesta, Samuel Eto’o, um ainda muito jovem Lionel Messi, e a estrela da companhia, à data o melhor jogador do mundo e um dos mais empolgantes a alguma vez ter pisado o relvado de Camp Nou, Ronaldinho Gaúcho. No meio desta constelação de estrelas Deco não era, contudo, figura secundária. Na época em que conquistou pela segunda vez a Liga dos Campeões, dessa feita ao serviço do FC Barcelona, Deco foi novamente eleito o Melhor Médio na Europa pela UEFA e recebeu a Bola de Ouro do Mundial de Clubes realizado pela FIFA.

Ao serviço da seleção portuguesa de futebol Deco pertenceu, igualmente, a uma geração inesquecível. Com ele foi possível juntar, na mesma grande competição, nomes como os de Paulo Ferreira, Jorge Andrade, Fernando Couto, Ricardo Carvalho, Luís Figo, Rui Costa, Pedro Pauleta ou Cristiano Ronaldo. Foi precisamente aí, no Euro 2004, que o “Mágico” obteve o seu melhor resultado de sempre ao nível de seleções: o “malfadado” segundo lugar após derrota por 0-1, frente à Grécia, no Estádio de Luz.

Dos anos dourados de Anderson Luís de Souza no FC Porto os adeptos recordam-se, seguramente, da sua capacidade para pausar e (repentinamente) acelerar o jogo, do seu jeito peculiar de correr sempre com a bola colada à parte externa do pé direito, da sua infindável disponibilidade para o jogo (mesmo para aqueles em que terminou a alinhar na posição de lateral direito), da sua visão de jogo, da sua capacidade de remate (inclusivamente de marcar golos de livre direto) e, acima de tudo, da sua tremenda capacidade de passe vertical. Da magia do futebol de Deco ficam, acima de tudo, as memórias visuais de um dos melhores futebolistas do mundo na primeira década do século XXI.

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Foto de Capa: Facebook oficial Deco

artigo revisto por: Ana Ferreira

Francisco Sampaio

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