Estamos em dezembro, mês de festas, de convívios e de prendas. Enquanto que milhões de crianças escrevem esperançosas as suas cartas de desejos ao Pai Natal, Sérgio Conceição e a equipa que comanda, por outro lado, têm o privilégio de não ter de recorrer a tais métodos.

Aliás, não só não têm de recorrer à famosa cartinha, como também não terão que esperar pelo dia 25 de dezembro.

O velhinho barbudo optou por presentear o FC Porto com uma certa antecedência, colocando no sapatinho azul e branco aquilo que os adeptos mais desejam: jogos e mais jogos do seu clube.

Digo mais: jogos e mais jogos que terão uma enorme importância naquilo que será o panorama futuro do clube.

Em dezembro joga-se a continuidade na Liga Europa, na Taça de Portugal, na Taça da Liga e no topo do campeonato nacional.

Em suma, tudo estará em jogo no que resta deste mês de dezembro.

Partindo desse princípio, vejo como obrigatório manter um registo limpo, uma sequência de vitórias neste último mês de 2019, de modo a assegurar presença nas fases decisivas das frentes que restam ao FC Porto.

O triunfo do FC Porto na Suíça deixou os dragões bem encaminhados rumo à fase a eliminar da Liga Europa
Fonte: FC Porto

Se, por um lado, um empate carimba a passagem para a final-four de Braga e, possivelmente, para os dezasseis-avos da Liga Europa, qualquer resultado que não seja uma vitória no encontro que resta da Liga NOS poderá trazer resultados extremamente nefastos e ameaçar o principal objetivo traçado para a presente temporada.

Na Taça de Portugal, cenário idêntico: jogo frente ao CD Santa Clara, onde a vitória surge como obrigatória, de modo a aproximar o FC Porto da escadaria do Jamor, trajeto que o clube não realiza, na condição de vencedor, há quase uma década.

Um outro ponto que este calendário “à inglesa” traz à tona é, novamente, a falta de plantel, a falta de opções de qualidade para fazer frente a um exigente aglomerado de jogos num curto espaço de tempo.

Opções fiáveis, comparativamente à época anterior, parecem aparecer ainda em menor número; dentre essas opções, inexplicavelmente (ou nem tanto), algumas continuam a não ser devidamente aproveitadas.

Tais opções de Sérgio Conceição (não só a nível de onzes, como também nas contratações) já custaram caro em épocas anteriores. Olhar para o atual plantel e, efetivamente, acreditar que é suficiente para enfrentar sequências competitivas semelhantes a esta é, no mínimo, imprudente e revela uma enorme sobrevalorização de alguns dos elementos do atual plantel.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

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