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Os adeptos portistas são agora confrontados com a novela que rodeia a titularidade na baliza e parece-me essencial sublinhar, desde já, que não se encontra em causa a qualidade de José Sá.

Testemunhamos esta época o melhor arranque de sempre do guarda-redes espanhol de 36 anos: 360 minutos sem sofrer qualquer golo, ultrapassando a anterior marca de 322’ na época de 2010/11.

Em 2015/16, o espanhol defendeu 61 dos 88 remates enquadrados, uma taxa de eficácia de 68%, subiu esse valor para 78% e, já na presente época, além de mais de 500 minutos sem consentir qualquer golo, contava com uma taxa de eficácia de 81%.
Por outro lado, José Sá esteve dois anos nas camadas jovens do Benfica, depois disso foi para o Marítimo entre os juniores e a equipa B, até que, em 2013, se estreou na Primeira Liga contra o Benfica.

Qual deles vai defender no Bessa? Fonte: FC Porto
Qual deles vai defender no Bessa?
Fonte: FC Porto

Encontrou no Euro Sub-21 de 2015 a sua rampa de lançamento, foi vice-campeão e considerado o melhor guarda-redes da competição. Depois disso, chegou ao Porto para trabalhar com aquele que diz ser seu ídolo: Iker Casillas.
A primeira surpresa chegou-nos no onze frente ao Mónaco, com Sérgio Oliveira titular. Quando já não contávamos com novas surpresas (ou rezávamos para que elas não chegassem), Sérgio Conceição atirou-nos a maior de todas: José Sá titular em Leipzig e Iker no banco. Passado umas horas, o treinador conta-nos que sentar o guarda-redes com mais jogos na Liga dos Campeões foi uma «opção técnica».

Quase automaticamente, começaram a ganhar vida várias teorias, entre outras:

  • Iker foi castigado por ser demasiado ativo nas redes sociais. Sérgio Conceição terá advertido o plantel quanto à intervenção nas redes sociais e o guarda-redes espanhol não terá seguido essa recomendação;
  • Má relação com os colegas de equipa, só se dando com os restantes compatriotas (Iván Marcano e Óliver Torres);
  • Sendo Iker o jogador mais caro do plantel, o Porto quererá “livrar-se” dele para fazer face às regras de fairplay financeiro da UEFA (teoria que explicaria a aquisição de Vaná).

Na passada terça feira, frente ao Leixões SC num jogo da Taça da Liga, José Sá foi titular deixando tudo em aberto para o jogo frente ao Boavista no próximo Sábado.

A existência de competitividade dentro do plantel é essencial, em todas as posições. José Sá tem o talento e merece oportunidades para mostrar o que vale, mas merece também tempo para amadurecer e trabalhar esses talentos. Não me parece justificável atirar o jovem às feras num jogo da Liga dos Campeões frente aos vice-campeões alemães.
Resta-nos ter paciência e esperar que Sérgio Conceição volte à realidade, de preferência já no próximo sábado.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

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