No dia 4 de maio de 2020 aconteceu o que todos os adeptos portistas esperavam e ansiavam: o regresso do FC Porto aos treinos após o fim do Estado de Emergência em Portugal e com a forte possibilidade do regresso do campeonato.

Como era de esperar, tudo isto gerou uma grande curiosidade e expectativa nos adeptos que já não assistiam às peripécias do desporto-rei portista desde março…

Os Super Dragões marcaram presença no treino como forma de apoiar o regresso da equipa aos trabalhos, o que motivou alguma indignação pelo facto de, apesar de usarem máscaras, formarem um aglomerado de pessoas sem cumprir uma distância mínima de segurança.

Nesta segunda-feira atípica pudemos assistir pela primeira vez na história, a atletas profissionais de futebol a entrarem no Olival afastados e a sorrirem apenas pelos olhos, visto que a boca estava ocultada pela máscara. Todo e qualquer tipo de contacto teria de ser evitado como forma de segurança para todos os que se encontravam no centro de treinos do FC Porto.

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Foi então um regresso aos trabalhos, em que o plantel foi dividido em três grupos, mas só depois da realização de testes imunológicos, que vão confirmar se os atletas já estiveram infetados.

Para além dos habituais elementos relacionados à prática do futebol, o Olival é nestes tempos, um local que permite o contacto, mas sem contacto, ou seja, há a presença física, mas todos os cuidados são poucos entre seres humanos que, naturalmente, não passam ao lado da pandemia. Entre todos os cuidados de segurança, um dos mais vistos foi, sem dúvida, a utilização de desinfetante como forma de proteção individual.

 Relativamente ao treino em si, torna-se importante referir que o primeiro contou com a participação de Francisco Meixedo, jovem guarda-redes da equipa B portista. Nos dias seguintes, também apareceram João Mário e Fábio Vieira. Agora, muitos de vós perguntam: o que isto significa?

Trata-se de uma medida de extensão do plantel principal a jogadores da equipa B que não vão competir mais esta época. Para além disso, vai ser aprovada as possíveis cinco substituições por jogo, e nada melhor que um plantel com muitas soluções para os jogos, que serão desgastantes para qualquer profissional de futebol que nunca ficou tanto tempo longe dos relvados.

Jorge Nuno Pinto da Costa também quis dar o exemplo e acompanhou um dos treinos da semana, mas sempre de máscara.

Ao longo destes tempos, os jogadores viram os seus salários reduzidos, mas continuam sem desistir do objetivo principal de conquistar o campeonato nacional, no qual ocupam atualmente a primeira posição.

A aposta na formação é para manter, principalmente nestes tempos, e espera-se que jovens como Fábio Silva, Fábio Vieira, João Mário, Romário Baró, Vitinha, entre muitos outros, sejam finalmente apostas por um clube que não pode gastar…

Creio que, se houver campeonato, estas caras vão aparecer, e para o ano podem finalmente afirmar-se, não esquecendo que vai haver eleições para até discutir todos os problemas do clube.

Há “males” que até podem vir por “bem” …