amarazul

Ser portista faz-me ter orgulho em várias (muitas, vá lá) coisas. O relvado do (lindo) Estádio do Dragão é uma delas e afirmo-o poucas horas depois de termos testemunhado histórica (e admirável) recuperação. Os parêntesis são propositados, sim – perdoem-me mas falar de Porto nestes aspectos torna-se impossível se não elogiar tudo o que temos de bom.

Sol de manhã, chuva e trovoada à noite. Perdão, tempestade à noite. E que tempestade! O que os céus preservaram para uma noite de jogo no Dragão é difícil de explicar e ainda mais de compreender – sobretudo se não se tiver testemunhado.

Não há relvado mais bonito em Portugal; não há relvado mais bonito na Península Ibérica e, se houver outro tão bonito quanto o nosso em toda a Europa… Não passa disso mesmo. ‘Tão bonito quanto’. E aqui é importante destacar que o relvado do Estádio do Dragão não é apenas bonito. Brilha, sim, e é bem ‘verdinho’. Mas mais do que isso, aguenta. Aguenta de tudo: equipas indesejadas e, sobretudo e como hoje aqui vos falo, temporais.

Todo o tipo de temporais e como mais nenhum. Segue a resistência implacável da estrutura do estádio. Está comprometido com os adeptos e não os quer desiludir. Suporta todas as gotas de chuva, todas as quedas de granizo, todos os jogos que lá são disputados em noites menos desejadas.

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O relvado do Estádio do Dragão enche-me de orgulho. Fá-lo sempre que ligo a televisão e o vejo, verde e a brilhar; fá-lo quando vejo um outro jogo e lamento – com tristeza mais do que tudo, acreditem – que não sejam todos assim; fá-lo sempre que olho para um outro qualquer relvado. O relvado do Dragão faz-me dizer com orgulho que sou portista.

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Futebol, ténis, Fórmula 1... Com o passar dos anos mais desportos fazem parte do seu quotidiano e lhe ocupam bons pares de horas em estádios ou em frente ao computador e à televisão. Não há, no entanto, maior paixão do que aquela que tem por Liverpool Football Club e Futebol Clube do Porto. "Impossível escolher".                                                                                                                                                 O Gaspar não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.