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No regresso aos palcos europeus e à prova rainha do futebol, os Dragões deslocaram-se à Suíça e trouxeram de Basileia um precioso resultado para a segunda mão: um empate com golos. Ninguém esperava um jogo fácil, muito menos perante uma equipa que, em casa, se revelou das mais fortes na fase de grupos da Champions. Ainda assim, vimos um Futebol Clube do Porto totalmente dominante, com personalidade e entrega durante os 90 minutos. O golo dos suíços, apontado pelo ex-benfiquista Derlis González, na única vez que chegaram à baliza de Fabiano, só viera trazer injustiça ao resultado; resultado esse que não acabou em vitória expressiva do conjunto da Invicta devido a claros erros de arbitragem e a mais uma exibição fabulosa nesta prova do guardião adversário. Para quem não leu ainda o rescaldo, convido o leitor a dar uma vista de olhos no artigo sobre o jogo.

Vou então focar-me naquilo que podem ser as aspirações dos comandados de Lopetegui nesta prova. Como diz o título deste artigo e seguindo a célebre frase do povo “o sonho comanda a vida”, e se assim o é, porque não sonhar com uma surpresa europeia? Concordemos que, no início, nem o mais optimista adepto do Porto poderia imaginar uma fase de grupos praticamente imaculada e um Porto europeu desta dimensão (até pelo futebol apresentado, a dada altura, a nível interno). Este Porto transcende-se na Liga dos Campeões – disso não tenho dúvidas! Jogo a jogo tem vindo a solidificar o seu estatuto de forte candidato a ganhar qualquer partida que dispute, e, neste momento, é certamente uma equipa preparada para jogar contra os conjuntos de elite, como Chelsea, Bayern, PSG, Barcelona ou Real Madrid (para mim as cinco melhores equipas da Europa, na actualidade). Atenção: estar preparado não significa estar a jogar melhor! Creio é que o adepto, antes de pensar nos sorteios, está, neste momento, com as unhas maiores, pois não as roeu com o “medo” de jogar contra um “tubarão” – algo que, caso o Porto passe esta eliminatória, será uma forte possibilidade.

Por outro lado, este nosso Porto já nos habituou a ter dias de “hoje a bola não entra”, e em jogos a eliminar, esses dias não podem mais existir! Acredito que na segunda mão desta eliminatória de 180 minutos, o Futebol Clube do Porto levará a melhor, pois vem com a vantagem do golo apontado fora e, em casa, já habituou os adeptos a não perder – a última derrota foi contra o Zenit (0-1), no dia 22-10-2013, numa conhecida péssima época dos Dragões, onde não conseguiu vencer nenhum dos jogos da fase de grupos disputados no Dragão.

Penso também que o factor da juventude do plantel tem um impacto forte neste Dragão, especificamente nesta prova. Sabemos que jogadores como Tello, Casemiro ou Óliver querem mostrar-se a grande nível para os seus clubes de origem; Brahimi, Herrera, Alex Sandro, Danilo, Quintero ou Rúben Neves são jovens que têm tudo para serem futuros craques das suas selecções e, certamente, que ambicionam jogar numa liga mais competitiva; Quaresma, Jackson ou Maicon transmitem a experiência que equilibra a equipa emocionalmente e conseguem dar o discernimento necessário durante as diversas fases do jogo (nota também para o grande crescimento de Marcano, que se tem revelado importante nesta fase em que Martins Indi tem estado fora das contas por opção técnica).

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Para finalizar, espero que a lesão do jovem Óliver não seja grave, pois o espanhol é um jogador muito influente neste Porto, e a sua qualidade fala por si só.

Nesta altura deve o leitor estar a imaginar que eu penso que o Porto ganhará a Champions … A minha resposta é a seguinte: penso que se disputarmos jogo a jogo, como até então temos feito, podemos sonhar… “O sonho comanda a vida”, e se formos milhões a sonhar, porque não acreditar nesta bonita história que tem sido a vida do Dragões na prova rainha…?

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

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