fc porto cabeçalhoÉ imensa a responsabilidade de ir ao baú das memórias e recuperar algumas das mais belas lendas que brindaram os adeptos com a sua inestimável qualidade, tudo porque corremos sempre o risco de não ser justos o suficiente para retratarmos na perfeição e corresponder, na exata medida, à espetacularidade daqueles que foram e serão sempre os nossos heróis. É nesse sentido que me tremem as mãos quando me convidam a escrever sobre o grande Aloísio. Não fui contemplado com a fortuna de assistir aos tempos gloriosos deste fenómeno no centro da defesa ao serviço do FC Porto, pelo que me servirei dos registos presentes por essa Internet fora para prestar a devida homenagem àquele que é por muitos considerado o melhor central da história do clube.

Corria o ano de 1963 quando o município de Pelotas, da região Sul do Estado de Rio Grande do Sul, no Brasil, pôde testemunhar o nascimento de Aloísio Pires Alves, mais precisamente no 16º dia do mês de agosto. A vida para o futebol conheceu os primeiros desenvolvimentos aos 18 anos de idade, em 1981, com a inclusão no clube local, o Brasil de Pelotas. Seguiram-se seis épocas no SC Internacional de Porto Alegre antes da entrada no futebol europeu, em 1988, pela porta do FC Barcelona, onde atuou durante dois anos. Depois, caros amigos, vieram os anos dourados pintados a azul e branco: 11 épocas ao serviço do FC Porto, num total de 476 jogos oficiais disputados e 18 golos apontados. Ao longo da sua carreira Aloísio conquistou 22 títulos, 19 dos quais com a azul e branca vestida. Contam-se sete Campeonatos Nacionais, sete Supertaças e cinco Taças de Portugal, sendo também ele um dos responsáveis pela conquista do inédito pentacampeonato. Foram anos gloriosos, aos quais apenas faltou juntar um título internacional.

Aloísio faz parte do melhor onze da história do FC Porto Fonte: FC Porto
Aloísio faz parte do melhor onze da história do FC Porto
Fonte: FC Porto

Durante a sua estadia nas Antas foi atuando ao lado de jogadores como Geraldão, José Carlos, Paulo Pereira, Fernando Couto e Jorge Costa, e é hoje parte integrante, com grande destaque, do Museu do FC Porto, figurando no melhor onze da história portista e recolhendo a preferência da maioria dos adeptos. “É uma honra enorme e é difícil de exprimir em palavras a emoção de fazer parte do melhor onze do clube, sabendo que, ao longo da história, por aqui passaram grandes jogadores”, reconheceu.

Aloísio será sempre lembrado pela liderança, classe, serenidade e eficácia com que adornava os lances. O FC Porto e os portistas estar-lhe-ão eternamente gratos por todo o profissionalismo e qualidade que emprestou ao clube ao longo dos anos que por cá esteve.

Foto de Capa: Orgulho Tripeiro

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