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A sua passagem pelo FC Porto trouxe-lhe uma alcunha que todos reconhecem: o Bicho. Conhecido pela sua raça no centro da defesa, esteve ao serviço da equipa em algumas das suas mais importantes conquistas internacionais, foi capitão, o eterno número 2. Jorge Costa é um dos jogadores que mais vezes vestiram de azul e branco, ocupando a oitava posição numa lista de dez e somando 383 jogos realizados pelos dragões.

Recordar momentos importantes do FC Porto sem falar de Jorge Costa é uma tarefa complicada. Começou o seu percurso ao serviço dos azuis e brancos ainda nas camadas jovens, fazendo a sua estreia como sénior na época de 1990/91. No entanto, esteve duas vezes emprestado, começando a integrar o plantel principal da equipa em 1992. Daí para a frente, seguiram-se dez anos, sem interrupções, a vestir de dragão ao peito. Nas suas 14 épocas no FC Porto, esteve apenas meio ano fora, em 2002, mas voltou aquando da chegada de José Mourinho, a tempo de ajudar o plantel a partir à conquista da Europa.

“Não queria sair do FC Porto. Nunca quis. Não era o dinheiro que me movia, não tinha espírito de emigrante”

Os anos de 2003 e 2004 marcaram um dos momentos mais altos da história dos dragões e era Jorge Costa quem assumia o leme da equipa, envergando a braçadeira de capitão. Aliás, ao serviço daquele que considera ser o seu clube do coração, ficou conhecido como o “capitão dos títulos”. Com José Mourinho no comando técnico, o FC Porto conquistou, nessa altura, a Europa. Primeiro com a Taça UEFA, em 2003 e, no ano seguinte, com a Liga dos Campeões, na inesquecível final de Gelsenkirchen. Ainda em 2004, mas já às ordens de Co Adriaanse, foi conquistada a Taça Intercontinental, frente ao Once Caldas, num jogo que só foi desempatado através de grandes penalidades. A juntar a estes, Jorge Costa tem ainda oito títulos de campeão nacional, cinco taças de Portugal conquistadas e quatro supertaças.

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Conquista da Taça Intercontinental, em 2004, frente ao Once Caldas. Fonte: FC Porto
Conquista da Taça Intercontinental, em 2004, frente ao Once Caldas.
Fonte: FC Porto

A raça e carisma do central, sempre disposto a deixar tudo em campo, são aspectos que quem o viu jogar não esquecerá. E quem não viu, certamente irá ouvir falar! Titular numa equipa que conquistou tudo o que havia para conquistar, nos já referidos anos de 2003 e 2004, é um dos nomes que rapidamente vem à memória quando se invoca o “jogar à Porto”. Recordado pelos azuis e brancos como um dos “grandes pilares defensivos”, deixou na memória alguns momentos intensos, fruto da sua vontade de dar tudo pela equipa. Um deles, devido à insatisfação por uma substituição, a um minuto do intervalo, num jogo frente ao Vitória FC, em que foi “acusado” de atirar a braçadeira de capitão para o chão.

“Não atirei a braçadeira para o chão. Atirei para o Capucho, ela caiu ao chão. Não queria sair. Estava revoltado com a substituição”

Depois de 14 épocas na invicta, acabou por terminar a sua carreira enquanto futebolista ao serviço dos belgas do Royal Standard Liège, para onde rumou depois de deixar de ser opção para Co Adriaanse e onde se juntou a Sérgio Conceição, seu ex-companheiro. Actualmente, permanece ligado ao mundo de futebol, assumindo a posição de treinador. Numa clara mostra de que o “bichinho” pela modalidade permanece activo, começou enquanto adjunto do Sporting Clube de Braga, em 2006, tendo como último clube o FC Arouca, com o qual rescindiu em Setembro deste ano.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

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O gosto pela escrita e a paixão pelo desporto, particularmente pelo futebol, tornaram claro que o jornalismo desportivo seria o caminho a seguir. A Joana é licenciada em Ciências da Comunicação, gosta de estar atenta ao que a rodeia e tem, por norma, sempre uma palavra a dizer sobre tudo.                                                                                                                                                 A Joana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.