Os jogadores que mais vezes vestiram azul e branco: Vítor Baía

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fc porto cabeçalhoVítor Baía é uma dos maiores lendas do Futebol Clube do Porto. Falar do guarda-redes nos faz lembrar de momentos marcantes da história do clube. A conquista da UEFA Champions League 2003/04 e do Mundial de Clubes, na mesma época, eternizaram-no no Dragão. Além das conquistas citadas, o jogador venceu no FC Porto: 10 campeonatos portugueses, cinco Taças de Portugal, nove Supertaças Portuguesas e uma Taça Uefa (atual Liga Europa). Em seu currículo ainda constam oito títulos conquistados durante a sua passagem pelo FC Barcelona, que durou três épocas. Depois retornou ao clube azul e branco onde ficou até se retirar dos relvados.

Nascido na acolhedora cidade de Vila Nova de Gaia, Baía chegou ao FC Porto ainda nos escalões de formação e debutou no time principal na época 1988/89. Estreou com apenas 19 anos e saiu da baliza portista quando foi para o Barcelona, na época1996/97. Essa transferência o consagrou, até aquela época, como o guardião mais valorizado de sempre do futebol mundial. O guarda-redes era um talento nato na baliza. O ex-jogador demonstrava aos seus adversários parecer ser uma barreira quase que intransponível, uma verdadeira “muralha”. Digna de ser comparado aos grandes guarda-redes da história do futebol mundial. O que de facto é.

Vitor Baía não foi somente incontestável no FC Porto. Na selecção portuguesa debutou com 21 anos e por uma década a camisola número 1 de Portugal era, praticamente, de sua exclusividade. No retorno ao FC Porto usou o número 99. Em alusão a época do seu regresso, época 1998/99.

Vítor Baía celebra a conquista da UEFA Champions League, pelo FC Porto, em 2004. Fonte: uefa.com
Vítor Baía celebra a conquista da UEFA Champions League, pelo FC Porto, em 2004.
Fonte: uefa.com

Vítor Baía não se destacava apenas por suas qualidades como jogador. O atleta possuía posicionamentos e atitudes marcantes. Sempre se envolveu com as questões ligadas aos clubes em que atuou e era um verdadeiro líder dentro do relvado e no balneário. A personalidade forte lhe rendeu alguns problemas. O ex-jogador chegou a ter um desentendimento com o então treinador portista José Mourinho, que o deixou alguns jogos como o suplente de Nuno. A fama de desagregador chegou aos ouvidos do então técnico da selecção portuguesa, Luiz Felipe Scolari. “Felipão” admitiu, em entrevista recente, que nunca o convocou devido às histórias negativas que escutou sobre a personalidade do guarda-redes.

Entretanto, o momento mais difícil da carreira do ex-jogador foi entre os anos de 1999 a 2001. Época em que o ex-atleta demonstrou extrema força de vontade e empenho para seguir a sua brilhante trajetória no FC Porto. “Passei dois anos (entre 1999 e 2001) de grande sofrimento, não foram dois dias, mas dois anos, período em que fui operado quatro vezes. (…) Lutei com todas as minhas forças para regressar. Algumas pessoas pensavam que nunca ia recuperar e, mesmo quando o consegui, diziam que não seria o mesmo”, confidenciou o guarda-redes à revista Dragões, edição 99.

Vítor Baía estará sempre na memória dos adeptos portistas. A sincronia que existe entre o ex-jogador e o clube fazem um ser lembrado pelo outro. Fala-se do guarda-redes já o ligam ao FC Porto. Fala-se do FC Porto já vem na memória, entre outros grandes jogadores que por lá passaram, a imagem do ex-guardião portista. Vitor Baía disputou 566 jogos pelo FC Porto e é o segundo jogador de sempre que mais atuou pelo clube.

Foto de Capa: UEFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

César Mayrinck
César Mayrinckhttp://www.bolanarede.pt
Enquanto criança queria ser jogador de futebol e para o bem dos torcedores do Atlético Mineiro não foi aprovado no teste. Encontrou nas palavras a melhor maneira de se expressar sobre a sua paixão, o futebol. Amante do futebol brasileiro e do futebol alternativo, acorda facilmente às três horas da madrugada para ver um jogo do campeonato neozelandês.

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