Publicidade

Os milhões que vêm (ou não) a caminho

José Mário Fernandes · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Iker Casillas, Fabiano, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Hector Herrera, Yacine Brahimi, Hernâni e Adrián Lopez. Eu sei, parece que estou a formar uma espécie de onze inicial para um qualquer jogo do fim de semana do FC Porto, mas a verdade é que não: estou apenas a enumerar os jogadores que, por uma razão ou por outra, estarão de malas feitas (ou muito perto disso) no final desta época. E a expressão “por uma razão ou por outra” acaba por ser extremamente pertinente neste contexto, uma vez que, se retirarmos o nome de Iker Casillas, que estará em dúvida para a próxima época devido ao grande infortúnio que sofreu, todos os restantes atletas estarão de saída quer pelo término dos seus contratos (“por uma razão”), quer pelos alegados telefonemas vindos de Madrid (“ou por outra”).

Infelizmente, já não é de agora que a direção do clube tem uma dificuldade enorme em renovar contratos de jogadores que entrarão nos últimos doze meses de ligação ao FC Porto. Um erro crasso, a meu ver, tendo em conta a necessidade que qualquer clube português tem de fazer milhões em vendas. É muito satisfatório, admito, ver uma equipa como o FC Porto alcançar a marca de 80 milhões de euros em prémios na Liga dos Campeões, contudo não sei até que ponto é que as campanhas europeias se irão sobrepor a esta estratégia, no mínimo “exótica”, de gestão (a não renovação e a consequente saída a custo zero de jogadores). É um ponto no qual, honestamente, não me canso de insistir. Saídas dos principais nomes do plantel tem que ser tratada, muitas vezes, como inevitável, porém tal não significa que esses dossiês deverão ser tratados em cima do joelho, sobretudo se esse atleta tiver menos de dois anos restantes de contrato. Se tais medidas fossem adotadas, saídas a custo zero de Herrera ou de Brahimi, por exemplo, poderiam ter sido perfeitamente prevenidas, facilitando, assim, a abordagem ao mercado e, por consequência, o reforço do plantel.

Após esta espécie de desabafo, vamos a factos: dos nomes mencionados acima, apenas três surgem como pontos de interrogação: Iker Casillas, cujo regresso aos relvados está encoberto em incógnita, Felipe que, ao que tudo indica, vem sendo seguido de perto por colossos do futebol europeu, com principal destaque para o Atlético de Madrid, e Alex Telles, cujo telefone, aparentemente, também tem recebido tentativas de contacto de Diego Simeone.

A continuidade de Iker Casillas nos relvados ainda é uma incógnita
Fonte: FC Porto

Caso estes rumores se transformem, efetivamente, em realidade, algo que creio que acontecerá pelo menos com um dos brasileiros, a defesa dos “dragões” acabará por desfazer-se quase que por completo. E acaba este por ser a minha principal preocupação no que toca à época 2019/20. Será extremamente complicado para Sérgio Conceição a construção de uma nova muralha defensiva, tendo em conta, principalmente, dois fatores: a qualidade dos jogadores que sairão e as dificuldades financeiras vividas na Invicta.

Um caso extremamente semelhante aconteceu numa equipa rival, à entrada para a época 2017/18: com as saídas milionárias de algumas peças fundamentais do setor mais recuado, como foram os casos de Ederson Moraes, Victor Lindelöf e Nelson Semedo, o SL Benfica teve imensas dificuldades para reconstruir a sua defesa, chegando ao ponto de não conquistar o campeonato nacional.

Qual será o ponto que eu quero chegar com tudo isto? Na verdade, são vários, até. Primeiramente, o FC Porto terá que ter pontaria certeira no ataque ao mercado, contratando verdadeiros reforços que possam receber o bastão de jogadores como Felipe, Alex Telles, Herrera e Brahimi. Segundo ponto: aposta em jogadores da formação. É impossível não reparar no sucesso que tem rondado os “jovens dragões”, culminando, recentemente, na conquista da Youth League. Logo, será quase que imperativo apostar em jogadores da casa. Por que não começar pela baliza, Sérgio? Por último mas claramente não menos importante, renovações de contrato. É chato bater sempre na mesma tecla? É. Mas acreditem, é muito mais chato ver jogadores de top a sair a custo zero.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

José Mário Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.