Competitividade e qualidade são duas palavras de ordem no seio do FC Porto. Sempre que algum jogador está indisponível, tem de haver uma solução de qualidade para o substituir, e foi o que aconteceu com Otávio.

Otávio foi o jogador azul e branco em maior destaque em Portimão. O brasileiro, que havia sido preterido em relação ao jovem Romário Baró, quis agarrar a sua chance face à lesão de Baró e causou muitos estragos à defesa algarvia.

Começando pela direita, Otávio assumiu uma posição livre, sendo um “vagabundo” no ataque portista e libertando-se assim das marcações diretas do adversário, o que resultou numa influência direta do brasileiro em todas as ações ofensivas com maior perigo dos azuis e brancos.

Ao contrário de Romário, que se exibe no seu máximo potencial quando é colocado numa posição mais central no terreno, Otávio tem preferência por jogar mais encostado à direita do ataque portista, mas sempre por dentro, dando espaço ao lateral direito portista para subir e ir à linha cruzar. O brasileiro joga quase como um médio ofensivo direito , sempre a procurar o jogo interior para distribuir para o cruzamento ou para uma jogada central, de forma a que a bola chegue aos avançados portistas.

Uma das promessas que Sérgio Conceição fez aos adeptos foi a de ter um plantel competitivo
Fonte: FC Porto

Titular também no jogo desta quinta-feira frente ao BSC Young Boys, Otávio não esteve em plano de destaque mas assumiu a sua incontornável atitude: muita garra em cada disputa de bola e muita intensidade em cada ação que desempenha, seja ofensiva ou defensiva, nunca vira a cara à luta, mesmo quando enfrenta adversários com um porte físico maior do que o seu.

Face a esta entrada de Otávio no onze inicial com resultados visíveis, confirma-se a competitividade que Sérgio Conceição exige ao plantel portista e que é a sua imagem de marca. Tanto Otávio como qualquer um dos jogadores que habitualmente começa no banco de suplentes pode ser opção inicial pois vai acrescentar diferentes soluções ao futebol dos dragões.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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