Publicidade

Para quando um lateral-direito à imagem dos históricos do FC Porto?

João Pedro Rocha · 5 min

Foto: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O FC Porto, durante o século XXI, contou sempre com uma série de laterais de alta categoria, seja do lado esquerdo ou direito. A nível de defesas-esquerdos, o clube nunca teve problemas em encontrar substitutos e contou sempre com nomes de requinte, como Nuno Valente, Aly Cissokho, Álvaro Pereira, Alex Sandro, Miguel Layun e até o próprio Marek Cech. Mais recentemente, o titular foi Alex Telles durante as últimas épocas e assumiu-se como um dos melhores jogadores do clube. Na lateral-direita, o clube vê-se numa situação complicada para encontrar um elemento que transmita total segurança e as contratações têm deixado a desejar.

O clube sempre habituou os adeptos a presenciar um fora de série do lado direito e, desde a saída de Ricardo Pereira, ainda não houve um jogador que chegasse perto da sua qualidade. Com a saída de Danilo, em 2014/2015, o escolhido para o lugar foi Maxi Pereira, uma transferência muito bem vista pelos portistas, por ter sido desviado do rival direto para representar os azuis e brancos. Embora não tivesse sido tão exuberante como os precedentes deste lugar, Maxi tornou-se um símbolo da equipa e dignificou honrosamente a camisola azul e branca.

Em 2017/2018, Sérgio Conceição, acabado de chegar ao comando técnico do FC Porto, fez questão que Ricardo Pereira regressasse ao clube, após um empréstimo ao Nice, e fosse o titularíssimo desta posição. A certeza é que Ricardo foi um incansável durante essa temporada e foi sem sombra de dúvidas um dos melhores jogadores do campeonato, o que lhe valeu uma transferência para a Premier League.

Maxi continuava a ser uma opção viável, ao que tudo indicava, embora a qualidade que podia oferecer àquele corredor fosse incomparável em relação a anteriormente. Mesmo assim, iniciou a época 2018/2019 como o principal candidato a assumir a posição. Graças a problemas de inconsistência e lesões, o técnico portista viu-se obrigado a encontrar outra solução para o decorrer da época e decidiu apostar em Éder Militão para lateral-direito, o que não foi de todo a melhor solução. Em janeiro, contratou Manafá ao Portimonense, o que ao longo do tempo tornou-se dececionante para a nação portista, de um modo geral.

Os problemas que o clube apresenta hoje nos defesas-direitos, iniciaram-se no começo dessa mesma época, 2018/2019, quando necessitava urgentemente de compensar o fair-play da UEFA e aproveitou uma venda de Diogo Dalot para o Manchester United, quando já tinha vendido Ricardo Pereira. Dalot seria naturalmente o substituto de acordo com o potencial presente e com as prestações de qualidade na época transata. Por outro lado, os reforços nessa altura foram João Pedro e Saidy Janko e os resultados foram deploráveis, tendo em conta que o brasileiro realizou apenas três jogos pela equipa sénior, e o segundo nem um fez. Em conjunto, custaram um valor a rondar os 6 milhões de euros.

Com o término de uma temporada sem vencer qualquer título e com várias alterações no setor defensivo, Sérgio Conceição e a direção do clube entenderam que seria necessário reforçar a posição e contrataram Renzo Saravia por 5,50 milhões de euros. O problema parecia estar resolvido, pois as indicações do argentino eram positivas, contudo, nunca se conseguiu afirmar e realizou apenas seis partidas pelos dragões. Atualmente, encontra-se emprestado ao Internacional do Brasil.

Quem acabou a atual temporada como lateral foi Wilson Manafá, que finalmente pareceu apresentar melhorias nesta reta final, assim como competência para servir o lugar. No entanto, não é um lateral que se destaque como tantos outros que o clube teve e a realidade é que nunca passou a confiança total ao treinador dos portistas, tendo em conta que no decorrer da época foi alterando com Corona na posição, que podia safar em vários momentos, contudo, é um autêntico desperdício de acordo com a importância presente no momento ofensivo do FC Porto.

De qualquer das formas, no futebol jogam 11 e uma posição não define os resultados, embora possa ter peso em vários. Com isto, é importante realçar que Manafá foi campeão nacional, atuando em grande parte das partidas, e jogou os 90 minutos da final da Taça de Portugal, igualmente conquistada pelo Futebol Clube do Porto!

 Esta ordem cronológica de sucessões deve-se não só pelo esbanjamento de 11,5 milhões de euros em três jogadores que fizeram no total nove partidas pelo clube, não só pelo desagrado em existir um lateral-direito à imagem do clube, como é o caso dos já referidos acima, a juntar a outros mais antigos, como Fucile, Sapunaru, Bosingwa ou Paulo Ferreira, mas também pela mais recente contratação dos azuis e brancos – Carraça – que, sem julgamentos precoces, mediante a idade e percurso, será que se consegue assemelhar a algum dos grandes laterais que deixou um legado na cidade invicta?

 Outro fator relevante é o facto de Tomás Esteves já ter feito parte da equipa principal durante esta época e existe a dúvida se permanecerá na próxima. E é com isto que se pretende chegar ao ponto do lateral de alto calibre à moda do FC Porto, porque qualidade ao miúdo não falta.

Artigo revisto por Joana Mendes

João Pedro Rocha

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.