Para quando um lateral-direito à imagem dos históricos do FC Porto?

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Os problemas que o clube apresenta hoje nos defesas-direitos, iniciaram-se no começo dessa mesma época, 2018/2019, quando necessitava urgentemente de compensar o fair-play da UEFA e aproveitou uma venda de Diogo Dalot para o Manchester United, quando já tinha vendido Ricardo Pereira. Dalot seria naturalmente o substituto de acordo com o potencial presente e com as prestações de qualidade na época transata. Por outro lado, os reforços nessa altura foram João Pedro e Saidy Janko e os resultados foram deploráveis, tendo em conta que o brasileiro realizou apenas três jogos pela equipa sénior, e o segundo nem um fez. Em conjunto, custaram um valor a rondar os 6 milhões de euros.

Com o término de uma temporada sem vencer qualquer título e com várias alterações no setor defensivo, Sérgio Conceição e a direção do clube entenderam que seria necessário reforçar a posição e contrataram Renzo Saravia por 5,50 milhões de euros. O problema parecia estar resolvido, pois as indicações do argentino eram positivas, contudo, nunca se conseguiu afirmar e realizou apenas seis partidas pelos dragões. Atualmente, encontra-se emprestado ao Internacional do Brasil.

Quem acabou a atual temporada como lateral foi Wilson Manafá, que finalmente pareceu apresentar melhorias nesta reta final, assim como competência para servir o lugar. No entanto, não é um lateral que se destaque como tantos outros que o clube teve e a realidade é que nunca passou a confiança total ao treinador dos portistas, tendo em conta que no decorrer da época foi alterando com Corona na posição, que podia safar em vários momentos, contudo, é um autêntico desperdício de acordo com a importância presente no momento ofensivo do FC Porto.

De qualquer das formas, no futebol jogam 11 e uma posição não define os resultados, embora possa ter peso em vários. Com isto, é importante realçar que Manafá foi campeão nacional, atuando em grande parte das partidas, e jogou os 90 minutos da final da Taça de Portugal, igualmente conquistada pelo Futebol Clube do Porto!

 Esta ordem cronológica de sucessões deve-se não só pelo esbanjamento de 11,5 milhões de euros em três jogadores que fizeram no total nove partidas pelo clube, não só pelo desagrado em existir um lateral-direito à imagem do clube, como é o caso dos já referidos acima, a juntar a outros mais antigos, como Fucile, Sapunaru, Bosingwa ou Paulo Ferreira, mas também pela mais recente contratação dos azuis e brancos – Carraça – que, sem julgamentos precoces, mediante a idade e percurso, será que se consegue assemelhar a algum dos grandes laterais que deixou um legado na cidade invicta?

 Outro fator relevante é o facto de Tomás Esteves já ter feito parte da equipa principal durante esta época e existe a dúvida se permanecerá na próxima. E é com isto que se pretende chegar ao ponto do lateral de alto calibre à moda do FC Porto, porque qualidade ao miúdo não falta.

Artigo revisto por Joana Mendes

João Pedro Rocha
João Pedro Rochahttp://www.bolanarede.pt
João é de Espinho, no norte de Portugal, é licenciado em Ciências da Comunicação e tem o objetivo de singrar no jornalismo desportivo. É um apaixonado pelo futebol e acompanha o desporto desde tenra idade, principalmente o campeonato português, as top 5 ligas e as competições europeias. Tem o tiki-taka de Pep Guardiola como referência futebolística.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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